Importância da escolha da palavra escrita

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA O DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA 1. A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA O DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA Ivani Fassbinder Paulina FassbinderRESUMOEste trabalho vem mostrar a importância da leitura para a construção do conhecimento,buscando a descrição compreensiva dos modos de olhar, sentir e vivenciar a importância daleitura na vida e no aprendizado da criança. Bom uso da palavra: escrita, falada e ouvida. 23 de outubro de 2015 Salomão ... aprender e para ensinar. E por fazer parte natural de nossa existência, crescemos sem perceber a importância das palavras, da escolha delas e da sua influência. Acostumamo-nos com elas, aliás, por elas estarem presentes em cada momento de nosso dia, seja com ... Pois a maioria das atividades acadêmicas passam pela leitura. A leitura da palavra escrita é ainda a forma mais usada no processo ensinoaprendizagem, concorrendo com a palavra oral. Porém com as novas tecnologias digitais, se faz necessário apreender a ler todas as formas de linguagem. Seja a oralidade, a escrita, o sonoridade, a imagética. da palavra escrita, cujo significado é, de certa forma, restrito e direto, a comunicação imagética é uma composição cores, imagens e símbolos que traduzem um significado. O processo de composição é uma ação de fundamental importância para ciclo comunicativo e os resultados dessas Da mesma forma procurou conhecer as suas práticas no ensino da leitura e da escrita. Para dar resposta a estes objetivos, este estudo de carácter qualitativo, socorreu-se da técnica de inquérito por entrevista. Foram realizadas cinco entrevistas a professores do 1.º ciclo do ensino básico. Da análise dos dados emergiram algumas ... Como resultado, produzimos textos mais ricos, sem repetição de palavras desnecessárias. E, é bom lembrar, a escrita pode (deve) ser um exercício da liberdade. Como disse Clarice Lispector “Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo.” Logo, a preocupação na escrita do texto é diretamente ligada ao seu bom posicionamento nas buscas. Apesar da escolha da palavra de transição não influenciar pontualmente nas buscas. Elas contribuem alongo prazo para o SEO. Isso se dá por melhorarem a estrutura do texto, a leiturabilidade e legibilidade. Observe que a palavra Importância possuí acento circunflexo na letra a, normalmente em palavras acentuadas existe dificuldade quanto à forma correta de escrever, principalmente depois das mudanças ocorridas com o acordo ortográfico que entrou em vigor no Brasil a partir de 01 de janeiro de 2009. importância da comunicação escrita, A Importância do Ato de Escrever, comunicação escrita, comunicação eficaz, Como escrever bem, Como Escrever Melhor, Arte de Escrever . É sensível no mundo contemporâneo a importância da comunicação escrita no dia a dia. Não é nenhum segredo que as ... A importância da Leitura na Produção de Texto - Este trabalho monográfico tem o intuito de apresentar teorias e técnicas básicas para que se possa desenvolver competências essenciais para a comunicação. ... na influência sobre o hábito da leitura e na orientação da escolha do assunto. ... bem como a valorização da palavra escrita ...

Descriptografando a Carta Rosa

2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.07.23 10:36 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 10 a 3ra fase do CACD

Em primeiro lugar, lembro uma coisa muito simples: terceira fase não é segunda fase. Você não precisa se preocupar com propriedade vocabular, vírgulas antes de orações subordinadas reduzidas de infinitivo e coisas do tipo. É óbvio que não vale escrever completamente errado também, mas o que eu quero dizer é que a banca da terceira fase nem sabe das exigências da segunda fase direito, então não precisa se preocupar tanto com aspectos formais da escrita. Obviamente, a necessidade de ter uma tese central e alguns argumentos que a comprovem de maneira coerente permanece, mas isso não é novidade para ninguém. A importância do aspecto formal da terceira fase não está nas palavras e nos termos de uma oração, mas na sequência lógica de argumentos.
Algo bastante importante nas provas de terceira fase é destacar um argumento central, uma tese que responda à questão e que lhe permita apresentar exemplos/construções teóricas e desenvolver argumentos que a comprovem. Nessa situaç~o, vale a velha “fórmula” de dissertaç~o: introdução (com a tese central), argumentação (com uma ideia central por parágrafo, com argumentos que comprovem sua tese central) e conclusão (com retomada da tese e com articulação dos argumentos apresentados). Não há um número ideal de parágrafos, vale o bom senso (evitar parágrafos com apenas uma frase ou excessivamente grandes, mas não é necessário que tenham quase o mesmo tamanho, por exemplo, como ocorre na segunda fase).
Evite juízos de valor muito expressivos. Obviamente, tudo o que você escreve contém um pouco de subjetividade, mas evite adjetivações excessivas e algumas construções, como “é importante ressaltar que…”, “vale lembrar que...” ou “fato que merece destaque é…”.
Evite listagens longas e/ou imprecisas. Por exemplo: se você não se lembra de todos os países que fazem parte de determinado grupo, ou se eles são muitos, evite citações de todos os países (na verdade, não sei por qual motivo alguém iria querer citar os membros de um grupo assim, mas vai que precisa de algumas linhas de “enrolaç~o”, não é?). Ex.: “A UNASUL é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela”.
Preferir: “A UNASUL é composta pelos doze países latino-americanos (à exceção da Guiana Francesa)” ou “A UNASUL é composta pelo agrupamento dos membros do MERCOSUL e da CAN, acrescidos do Chile, do Suriname e da Guiana”. Quanto a imprecisões, evitar, por exemplo: “A UNASUL é composta por Brasil, Argentina, Venezuela, entre outros”. Se você n~o se lembra de todos ou se o número de países é relativamente grande para citar todos, opte ou pelas alternativas anteriormente apresentadas ou, pelo menos, por algo como “Na UNASUL, destacam-se o Brasil – por sua dimensão territorial, por sua população e por seu peso político-econômico –, a Argentina – importante mercado emergente, com forte setor agrícola voltado à exportação e com indústria diversificada – e a Venezuela – detentora de recursos naturais estratégicos e grande exportadora de petróleo”.
Evite, também, citações e menções excessivas. Elas não devem constituir a base de sua resposta. Excesso de citação de eventos pode ser um problema. Obviamente, citar datas, conceitos e períodos é fundamental, mas o problema começa quando essas referências ocupam frases inteiras, sem argumentação e sem sequência lógica de relações. Veja os Guias de Estudos antigos, para ter uma noção do tipo de resposta preferido pela banca. O importante é não exagerar, para o texto não ficar carregado de informações que, ainda que úteis, não sustentam a tese que responde à questão de maneira consistente. Para conceitos menos conhecidos, convém citar a fonte (de todo modo, ainda que certos conceitos, como “Estado normal”, sejam consagrados na literatura sobre política externa brasileira, dizer que “o país entrou, assim, no período que Amado Cervo define como ‘Estado normal’” me parece boa estratégia – até porque o próprio Amado Cervo já foi da banca corretora vez ou outra; o José Flávio Sombra Saraiva é outro que tenho certeza de que irá adorar ver seu nome mencionado em uma resposta).
Algo bastante útil é evitar criar (e cair em) armadilhas. Se você sabe, por exemplo, que o Pacto Andino foi firmado em 1969, mas não tem certeza se a organização aí criada já se chamava Comunidade Andina de Nações, por exemplo, opte por uma formulação de resposta que evite comprometer-se quanto a isso. Uma sugest~o seria, por exemplo: “Firmado em 1969, o Pacto Andino consubstanciou importante passo para a criaç~o da Comunidade Andina de Nações (CAN)”. Desse modo, você evita incorrer no erro de atribuir ao Pacto a responsabilidade pela criação da CAN, sem deixar de destacar sua importância para que isso ocorresse posteriormente. Evite, também, conceitos “politicamente incorretos” ou em desuso, como “governo neoliberal” (preferir “governo associado aos princípios do Consenso de Washington”, por exemplo), “país subdesenvolvido” (preferir “país de menor desenvolvimento relativo”, por exemplo) etc.
Para boa parte dos argumentos a ser empregados na terceira fase, a leitura atenta e o fichamento das melhores respostas dos Guias de Estudos anteriores podem ajudar bastante. Eu tive um professor de cursinho, o Ricardo Macau, que gostava de dizer que o intuito de fichar os Guias de Estudos era, simplesmente, roubar argumentos. Ninguém precisa inventar novos argumentos, para tentar “chocar” a banca. Se a banca publica um Guia de Estudos anualmente, dizia ele, é para mostrar a todos os candidatos o que ela queria ler como resposta naquela questão e o que ela quer ler nas respostas dos concursos dos anos seguintes. Dessa maneira, não há nenhum constrangimento em fichar os principais argumentos das provas dos anos anteriores e em usá-los nas questões pertinentes da terceira fase. Alguns desses argumentos foram muito úteis para mim, especialmente nas provas de História do Brasil, de Política Internacional e de Direito.
Uma coisa que pouca gente fala é que os Guias de Estudos nem sempre são cópias fidedignas das respostas dos candidatos. A organização do concurso entra em contato com os autores das respostas selecionadas e solicita que os próprios autores digitem suas respostas. Os candidatos podem fazer eventuais alterações pontuais de algumas imprecisões, mas alguns poucos acabam exagerando. Para quem está se preparando para o concurso, não poderia haver nada pior, já que não podemos ter uma noção exata de qual tipo de resposta foi avaliado como suficiente pelos examinadores (por saber que era possível alterar, eu sempre ficava em dúvida: será que ele/ela ganhou essa nota escrevendo tudo isso mesmo?). J vi gente dizendo que “quem consegue fazer as melhores respostas deu sorte, porque fez mestrado ou doutorado no assunto, pelo menos”, e isso é completa mentira. O que ocorre é que essas pessoas souberam conjugar estudo eficiente e capacidade de desenvolvimento analítico diferenciada que sejam convertidos em uma argumentação clara e consistente. Para isso, não tem mestrado ou doutorado que adiante. Em algumas questões, você sente ser capaz de escrever o dobro ou ainda mais sobre aquele assunto (principalmente, nas questões de 60 linhas), mas o que mais conta, no fim das contas, é a forma, o modo como você organiza suas ideias, os argumentos de que você faz uso etc.
Na prova de História do Brasil, alguns temas são mais ou menos recorrentes. Definição das fronteiras nacionais, política externa do Império, política externa dos governos Quadros-Goulart (Política Externa Independente), política externa dos governos militares (especialmente, Geisel), relações do Brasil com a América do Sul (destaque para as relações Brasil-Argentina desde o século XIX), relações do Brasil com a África (do período da descolonização até a década de 1980). Obviamente, há inúmeros outros temas (bastante pontuais às vezes) que também são cobrados, mas eu acho que, se eu tivesse só uma semana, para estudar tudo de História do Brasil, eu escolheria esses temas. Ainda que eles não sejam cobrados diretamente, podem ser encaixados em muitas outras questões.
A prova de Inglês consiste de uma tradução do Inglês para o Português (valor: 20 pontos), de uma versão do Português para o Inglês (valor: 15 pontos), de um resumo de texto em Inglês (valor: 15 pontos) e de uma redação sobre tema geral (valor: 50 pontos). As notas de Inglês são, geralmente, bem mais baixas que as das demais provas, o que, considerando que boa parte dos candidatos que chega à terceira fase tem alguma experiência no domínio avançado da língua inglesa (acredito eu), é claro sinal de que a cobrança é bastante rigorosa, e apenas conhecimentos básicos da língua não são suficientes.
Quanto à tradução e à versão, não tenho muito a dizer. Há dedução de 1,00 ou de 0,50 pontos (dependendo do tipo de erro) do valor total do exercício para cada erro de tradução13. O vocabulário cobrado nem sempre é muito simples (um ou outro termo pode ser mais complicado), mas, em geral, não há muitos problemas. Normalmente, as notas da tradução são bem maiores que as notas da versão. Um pequeno “problema” nas traduções e nas versões é o seguinte: o examinador escolhe, tanto nas traduções para o Português quanto nas versões para o Inglês, algumas expressões que ele quer, obrigatoriamente, que o candidato use determinados termos que correspondam àquela palavra ou expressão na outra língua. Assim, por exemplo, se há o termo “vidente”, para ser traduzido para o Inglês, e se o examinador escolheu essa palavra, para testar os candidatos, você ser penalizado, se tentar dizer isso com uma express~o como “a person who foresees” ou coisa do tipo. Se o examinador, entretanto, não houver escolhido essa palavra como teste, você poderá não perder nenhum ponto por isso. O maior problema é que, obviamente, você não sabe quais são as expressões que serão escolhidas enquanto faz a prova. Pode ser que uma expressão para a qual você não conhece a tradução exata não seja uma das escolhidas pelo examinador, e dizer a mesma coisa de outra maneira (com uma frase ou com uma expressão mais longa que exprima o mesmo sentido) pode não implicar penalização. Enfim, não há como saber isso antecipadamente, então a melhor alternativa é, sempre, a tradução o mais fidedigna possível. De toda forma, se não souber, aí não tem jeito, invente alguma coisa, pode ser que seja aceita. Só nunca, nunca, deixe um espaço em branco, pois isso atrai os olhos do examinador, e ele saberá que já tem algo faltando ali. Mesmo que você não tenha nenhuma ideia do que alguma coisa signifique ou de como traduzir, invente palavras, crie sinônimos que não existem, faça qualquer malabarismo linguístico que estiver a seu alcance, só não deixe espaços em branco. Como os examinadores corrigem mais de duzentas provas (números de 2010 e de 2011), pode ser que alguns erros acabem passando despercebidos.
13 Segundo o Guia de Estudos: menos 1,00 pontos por falta de correspondência ao(s) texto(s)-fonte, erros gramaticais, escolhas errôneas de palavras e estilo inadequado; menos 0,50 pontos por erros de pontuação ou de ortografia. Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtraem 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
O resumo do texto em Inglês costuma surpreender alguns candidatos com baixas notas. A atribuição de pontos é feita de acordo com uma avaliação subjetiva que considera várias coisas: quantidade de erros, abrangência de todos os pontos selecionados pelo examinador como os mais importantes do texto etc. Não é necessário incluir exemplos no resumo, que deve, com suas palavras, abranger todos os principais temas discutidos no texto, seus argumentos e sua linha de raciocínio (os temas e os argumentos podem ser apresentados na ordem que você considerar mais interessante, não é necessário seguir a ordem do texto). No resumo, não se emite opinião sobre o texto, e n~o é necessrio dizer “o autor defende”, “segundo o autor” (em Inglês, obviamente). Como se trata do resumo de um texto, é evidente que tudo o que está ali resume as opiniões do autor. Não é necessário fazer uma introdução e uma conclusão, você perderá muito espaço, e não é esse o objetivo do resumo. Seja simples e direto, acho que é a melhor dica.
O comando indica um máximo de 200 palavras, mas eles não contam. Já vi professores dizendo para que os alunos fizessem, obrigatoriamente, entre 198 e 200 palavras, mas, se você buscar os Guias de Estudos anteriores, verá que há resumos que fogem a esse padrão (para baixo ou para cima) e que foram escolhidos como o melhor resumo daquele ano. É claro que você não vai escrever 220 palavras, mas acho que umas 205, mais ou menos, estão de bom tamanho (escrevi um pouco mais de 200, acho que 203, não sei). A professora do cursinho de terceira fase dizia que podíamos fazer até cerca de 210 (desde que a letra não fosse enorme, para não despertar a curiosidade do examinador) que não teria problema. É claro que o foco deve estar nos 200, esse valor superior é apenas para o caso de lhe faltarem algumas palavras, para encerrar o raciocínio.
Em 2011, os 15,00 pontos do resumo foram divididos em duas partes: 12,00 pontos para a síntese dos principais aspectos do texto e 3,00 pontos para linguagem e gramática. O examinador determinou que havia seis tópicos principais do texto que deveriam ser incluídos no resumo e atribuiu até dois pontos para a discussão de cada um desses tópicos. Obviamente, não há como saber quantos serão esses tópicos. O melhor a fazer é tentar tratar de todos os aspectos mais importantes do texto com o mínimo possível de palavras. Se sobrarem 10 ou 15 palavras, não desperdice, faça uma frase a mais, quem sabe isso pode lhe render alguns preciosos décimos a mais.
A redação em Inglês é de 45 a 60 linhas, com valor de 50 pontos. Esses 50 pontos são distribuídos em: planejamento e desenvolvimento (20 pontos), qualidade vocabular (10 pontos) e gramática (20 pontos), com penalização de 1,00 ou de 0,50 pontos por erro, de acordo com o tipo de erro14 (descontados da parte de gramática). Nota zero em gramática implica nota zero na redação (logo, cuidado para não zerar). Há penalização de 1,00 pontos para cada linha que faltar para o mínimo estabelecido.
Normalmente, a redação trata de temas internacionais de fácil articulação. Não há recomendações de número de parágrafos, de número de linhas por parágrafo ou coisa do tipo. As principais coisas a observar são: ter uma tese central, usar argumentos que a sustentem, e, sobretudo, fornecer exemplos. Ao ver espelhos de correção de concursos anteriores no cursinho, fica evidente que muitas notas de planejamento e desenvolvimento são mais baixas devido à ausência ou à insuficiência de exemplos, como indicam os comentários dos examinadores em provas anteriores (a prova de Inglês é a única da terceira fase que vem com comentários e com marcações). Eu diria, portanto, que é necessário prestar atenção na argumentação coerente que comprove a tese, é claro, e no fornecimento de vários exemplos que sustentem a argumentação apresentada. É claro que só listar dezenas de exemplos pode não adiantar nada, mas, se você souber usá-los de maneira coerente, como complemento à argumentação, acho que poderá ser bem recompensado por isso. Ao contrário do que já vi dizerem por aí, não há penalizaç~o por “ideologia” discrepante daquela da banca. Aproveitando a temática da prova de 2001, não interessa se você é contra ou a favor da globalização, o importante é elencar argumentos fortes e sustentá-los com exemplos pertinentes.
14 Segundo o Guia de Estudos, menos 1,00 pontos por erro (exceto para erros de pontuação ou de ortografia, para os quais há subtração de 0,50 pontos). Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtrai 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
Por fim, a parte de qualidade vocabular não se refere só ao uso de construções avançadas de Inglês (inversões, expressões idiomáticas etc.). De nada adianta usar dezenas de construções avançadas, se você tiver muitos erros de gramática. Os 10 pontos de qualidade vocabular levam em consideração tanto o número de construções avançadas que você usou quanto o número de erros de gramática que você teve. Ainda que você use poucas construções avançadas, se não errar nada de gramática (ou se errar muito pouco), sua nota nesse quesito deverá ser bem alta. Dessa forma, acho que o melhor a fazer é preocupar-se, primeiramente, com gramática. Uma pequena lista de expressões idiomáticas passíveis de se empregar, combinada com o uso de construções mais avançadas (como inversões, por exemplo), já pode significar boa nota de qualidade vocabular, se você não perder muitos pontos de gramática. Não vou dizer quais usei, senão todo mundo vai usar as mesmas e ninguém vai ganhar pontos. Usem a criatividade: vejam expressões diferentes, palavras conotativas apropriadas, verbos e palavras mais “elaborados” etc.
Em resumo, acho que o principal da redação é: errar pouco em gramática e fornecer exemplos. Com isso e com bons argumentos, sem fugir ao tema, eu diria que há boas chances de uma nota razoável.
A prova de Geografia é, a meu ver, uma das mais chatas e imprevisíveis. Cada ano, a prova é de um jeito, ora cobra Geografia física, ora cobra teoria da Geografia etc. No geral, acho que a banca não tem muita noção de que está avaliando conhecimentos importantes para o exercício da profissão de diplomata, não de geógrafo. Assim, frequentemente, aparecem algumas questões bem loucas. O bom das questões mais chatas de Geografia é que a banca costuma ser mais generosa na correção. Há alguns anos, uma questão sobre minérios na África, por exemplo, aterrorizou muitos candidatos, mas, na hora da correção, segundo um professor de cursinho, as notas não foram tão baixas. Por isso, não se preocupe tanto com essas questões mais espinhosas que, eventualmente, aparecem na terceira fase de Geografia.
Em 2011, uma das questões (sobre navegação de cabotagem no Brasil, na década 2001-2010) havia sido tema de uma reportagem do programa Globomar duas semanas antes da prova. Para falar a verdade, eu não sabia nem o que era Globomar, se era uma reportagem do Fantástico, um quadro do Faustão ou a nova novela das sete, mas, como um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, não custa nada informar para que você fique atento a algumas dessas questões mais recentes. Não precisa gravar e tomar notas de todo Globomar daqui para frente. Dar uma olhada nos temas desse tipo de programa, de vez em quando, já deve ser mais que suficiente. Vale dizer que o mais importante é, sempre, Geografia do Brasil. Não precisa assistir o National Geographic sobre monções no Sri Lanka, porque não vai cair. De todo modo, assuntos relativos à costa e ao litoral brasileiros são reincidentes no concurso.
Muitos falam sobre a necessidade de usar o “miltonsantês”, como s~o conhecidos os conceitos de Milton Santos, nas respostas de terceira fase. É algo meio batido, mas acho que todo mundo que faz, pelo menos, o cursinho preparatório para a terceira fase deverá ouvir alguma coisa a respeito, então não se preocupe com isso. Se der para usar alguns conceitos em determinadas questões, use sem exageros. Esses termos podem render bons olhos com a banca, mas ninguém tira total só porque escreveu dez conceitos miltonianos na resposta.
Algumas argumentações s~o “coringas” em Política Internacional. Alguns conceitos, como “multilateralismo normativo”, “postura proativa e participativa”, “articulaç~o de consensos”, “reforma da ordem”, “juridicismo”, “pacifismo”, “pragmatismo”, “autonomia pela participaç~o” etc., poderão ser encaixados em quase todas as respostas de terceira fase. Relações Sul-Sul, América do Sul, BRICS, IBAS, África também são temas que poderão ser empregados em diversos contextos (temáticas recorrentes nos últimos concursos). Desse modo, saiba usar esse conhecimento a seu favor. Se há uma questão que pede comentário sobre algum aspecto da política externa brasileira contemporânea, citar esses conceitos já pode ser bom começo.
Não custa nada lembrar que você está fazendo uma prova para o Ministério em que você pretende trabalhar pelo resto da vida. Criticar a atuação recente do MRE não é sinal de maturidade crítica ou coisa do tipo, pode ter certeza de que n~o ser bem visto pela banca corretora. N~o precisa “puxar o saco” do governo atual descaradamente, mas considero uma estratégia, no mínimo, inteligente procurar ressaltar que, apesar de eventuais desafios à inserção internacional do Brasil, o país vem conseguindo alçar importantes conquistas no contexto internacional contemporâneo, como reflexo de sua inserção internacional madura, proativa e propositiva. Na prova de 2011, a prova da importância de saber a posição oficial do MRE com relação a temáticas da política internacional contemporânea ficou evidente em uma questão que pedia que se discutisse a situação na Líbia, apresentando a posição oficial do governo brasileiro e os motivos para a abstenção do Brasil na votação da resolução 1.973 do Conselho de Segurança da ONU. Saber a posição oficial do governo sobre os principais temas da agenda internacional contemporânea é fundamental na terceira fase. Na primeira fase também: em 2011, um item dizia que o MRE usava a participação na MINUSTAH como “moeda de troca” para o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Por mais que a mídia sensacionalista diga isso e por mais que você, porventura, acredite nisso, não é essa a posição oficial do Ministério, então isso não está correto e ponto. Seja pragmático e tenha, sempre, em mente que você está fazendo uma prova para o governo. Em dúvida, pense: o que o governo brasileiro defende nessa situação? Essa posição vale tanto para a primeira fase quanto para a terceira.
Com relação à prova de Direito, é uma avaliação, a meu ver, bastante tranquila e uma das mais bem formuladas. Não há grandes segredos, e a leitura (acompanhada do fichamento) dos Guias de Estudos antigos é fundamental. Muitos estilos de questões repetem de um ano para o outro, e alguns argumentos gerais sobre o fundamento de juridicidade do Direito Internacional Público, por exemplo, são úteis quase sempre. Ultimamente, a probabilidade de questões sobre Direito interno propriamente dito tem sido reduzida a temáticas que envolvam o Direito Internacional (como a questão sobre a competência para efetuar a denúncia a tratados, cobrada em 2010). Em Direito Internacional Privado, o que já foi cobrado do assunto, em concursos recentes, esteve relacionado à homologação de sentença estrangeira, assunto bastante básico e tranquilo de estudar. Em Direito Internacional Público (DIP), atenção especial à solução de controvérsias (meios pacíficos, meios coercitivos, meios jurídicos e meios bélicos), ao sistema ONU e ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio, além do supracitado fundamento de juridicidade do DIP (“afinal, por que o DIP é Direito?”). Uma dica que vale tanto para as questões de Direito quanto para as de Economia é tomar cuidado com o número de linhas. Como há questões de 60 e de 40 linhas, corre-se o risco de perder muito espaço com argumentos e ilustrações não necessários à questão. Nas provas dessas duas matérias, não acho que seja tão necessário preocupar-se tanto com a introdução e com a conclusão nas questões de 40 linhas (nas de 60, se houver, devem ser bem curtas), pois não há espaço suficiente para isso. Em minhas provas de terceira fase, apenas respondi a essas questões de 40 linhas diretamente.
A prova de Economia mudou muito, se você comparar as provas de 2008-2009 às de 2010-2011, por exemplo. Anteriormente, havia questões enormes de cálculos, equações de Microeconomia etc. Em 2010, a única questão que envolvia cálculo era ridiculamente fácil. Em 2011, para melhorar a situação daqueles que não gostam dos números, não havia um único cálculo nas questões, todas elas analíticas. Além disso, as cobranças anteriores de Economia Brasileira focavam, especialmente, no período da República Velha (isso se repetiu em 2010). Em 2011, até mesmo o balanço de pagamentos atual do Brasil e a economia dos BRIC na atualidade foram objetos de questões. Talvez seja uma tendência da prova de Economia dos próximos anos, de priorizar o raciocínio econômico, em detrimento dos cálculos matemáticos que aterrorizavam muitos no passado. Ainda que eu não tenha problemas com cálculo (e goste bastante, inclusive), devo admitir que me parece muito mais coerente cobrar economia dos países do BRIC do que insistir nos cálculos de preço de equilíbrio, quantidade de equilíbrio, peso-morto etc., se considerarmos que se trata de uma prova que visa a selecionar futuros diplomatas (aí está uma lição que a banca de Geografia precisava aprender).
Ainda que, à primeira vista, esse novo tipo de prova possa parecer mais fácil, pode não ser tão tranquilo quanto parece. Por mais contemporâneas que as questões sejam, acho que os candidatos correm o sério risco de confundir a prova de Economia com uma prova de Política Internacional (por envolver BRIC, por exemplo). Lembre-se, sempre, de que quem corrige as provas de Economia são economistas. Como economistas, eles valorizam o raciocínio econômico, com o uso de conceitos econômicos, e é isso o que deve ficar claro, em minha opinião, em questões como essa. Tenho maior facilidade com esse raciocínio econômico e com os conceitos da disciplina, por haver participado da monitoria de Introdução à Economia da UnB por quatro semestres. A quem não teve essa experiência, para acostumar-se a esse “economês”, nada melhor que bons noticirios de Economia:
- Brasil Econômico: http://www.brasileconomico.com.b
- Financial Times: http://www.ft.com/home/us
- IPEA: http://agencia.ipea.gov.b
- O Globo Economia: http://oglobo.globo.com/economia/
- The Economist: http://www.economist.com/
- Valor Econômico: http://www.valoronline.com.b, entre vários outros.
Obviamente, não precisa ficar lendo todas as notícias postadas em todos esses sites, todos os dias. Já tentei o esquema de ler uma notícia por dia de uns cinco sites de notícias e cansei facilmente. Não acho que seja possível dizer um número ideal de notícias econômicas lidas por semana, mas sei lá, umas duas ou três já são melhor que nada.
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2020.07.07 01:48 darkssister As mentiras que contamos por amor

Volto para analisar mais um texto de A Guerra dos Tronos e a Filosofia, ainda da Parte Um chamada “Quando se joga o jogo dos tronos ganha-se ou morre”
2- MENTIR A UM REI É UM GRANDE CRIME por Don Fallis
Fallis questiona se seria moralmente pior mentir para um rei, citando como exemplo no episódio em Darry no primeiro livro. Mas é moralmente mentir para um rei? Fallis responde que de acordo com o consequencionalismo, sim é pior, mas, para mim, isso não é o que mais importa nesse ensaio.
O autor cita várias mentiras e enganações feitas pelos personagens, mas guarda uma sessão única chamada As mentiras de Lorde Stark e enumera as mentiras como a de dizer que Catelyn prendeu Tyrion às ordens dele quando na verdade isso era uma tentativa de proteger a esposa, ele conta essa mentira inclusive para o rei. Além dessa tem a sua falsa confissão antes de sua execução. Fallis diz que, alguns filósofos, como Paul Grice, diriam que falta comprometimento com a mentira que Eddard conta no septo e por isso ela não seria uma mentira, pois ele foi coagido a dizer aquilo. Outros como J. L. Austin, diriam que ainda assim o Stark mentiu, pois ele tinha a opção de não a fazer e assumir as consequências, como fez Sir Thomas More, que foi coagido a dizer que Henrique VIII tinha autoridade sobre a igreja na Inglaterra.
Entre as mentiras de Eddard pode-se somar seu último encontro com Robert:
-Robert...-ele quis dizer Joffrey não é seu filho, mas as palavras não vieram. A agonia estava escrita de forma muito clara no rosto de Robert; não podia feri-lo mais. E assim Ned baixou a cabeça e escreveu, mas no lugar em que o rei dissera “o meu filho Joffrey, escreveu “o meu herdeiro”. O engano fê-lo sentir-se sujo. As mentiras que contamos por amor, pensou. Que os deuses me perdoem.
(AGOT, Eddard XIII)
Fallis concluiu que mesmo a mentira de Eddard não sendo uma ação, nesse caso ele omitiu algo do rei do qual ele é mão, portanto ele está enganando Robert, assim como Cersei.
Mentir é pior que enganar?
O autor reflete agora sobre a mentira/engano de Cersei em relação a paternidade dos filhos dela. Ele cita Kant e Chishalm que achariam que, se ela tentasse garantir explicitamente que Joffrey, Myrcella e Tommen são filhos de Robert ela teria feito algo pior. Eu acredito que nesse caso a mentira e a enganação são a mesma coisa. Apenas enganação seria no caso do relacionamento que ela mantém com Jaime, já que ela nunca precisou mentir para orei sobre isso (mas vai mentir para outras pessoas como o Alto Pardal).
-E, por último, pior de todos, alguns dizem que seus filhos não foram gerados pelo Rei Robert, que são bastardos nascidos do incesto e do adultério.
-Stannis diz isso -Cersei falou imediatamente.-Uma mentira, uma mentira, uma mentira, uma mentira palpável.
(ADWD, Cersei I)
Trair a confiança e transferir a responsabilidade
Levar alguém a confiar na sua enganação faz com que o ato seja pior? O fato da outra pessoa ter se enganado transforma algo em mentira? Para Fallis “É possivél levar alguém a confiar e trair esta confiança sem contar uma mentira direta” (p. 38), isso é o que Mirri Mas Durr faz com Daenerys quando ela diz que só a morte pode pagar pela vida e faz a Khaleesi acreditar que avida trocada é pela
-Preveniu-me que só a morte podia pagar pela vida. Pensei que se referisse ao cavalo.
-Não. - Disse Mirri Mas Duur. -Era nisso que queria acrditar. Conhecia o preço.
(AGOT, Daenerys IX)
Fallis se questiona se o fato de Daenerys ter se enganado diminuiria a responsabilidade moral de Mirri sobre o engodo. De certa forma, a Maegi preservou a autonomia de Daenerys e a escolha foi feita pela Khaleesi. Filosofos como Kant e Stuart Mill enfatizam o valor moral da autonomia.
Daenerys poderia facilmente ter esclarecido a questão ao perguntar: “Você realmente quer dizer que pode devolver a saúde de Drogo tendo como preço apenas a morte do cavalo dele?” (p.40)
Fallis também analisa a enganação como artificio de guerra, que obviamente está ligado à tática de Robb para o Ramo Verde. Nesse momento ele parafraseia Sor Barristan “pouca honra existe em truques” (mas nosso querido sor sabe da importância de um truque para ser bem sucedido em uma empreitada como por exemplo no desafio de Valdocaso). O autor deixa claro que ele não concorda com a ideia de que “no amor e na guerra vale tudo”, pois alguns tipos de enganações são injustificáveis em termos morais em batalhas, Tywin Lannister inclusive é mestre nesse tipo de engodo.
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2020.05.16 18:06 epilef_backwards Sobre memórias (ou como Steins;Gate fez algo único na história dos animes).

Sobre memórias (ou como Steins;Gate fez algo único na história dos animes).
Ninguém sabe o que o futuro reserva. É por isso que as possibilidades são infinitas.
É clicando com o botão direito e, imediatamente após, selecionando a opção de loop na OST "Christina I", belíssima instrumental composta pelo gênio do piano Abo Takeshi, que, em meio às lágrimas que rapidamente me vêm aos olhos ao relembrar do episódio 22, inicio a escrita da análise desse show. Devo avisar, de antemão, que Steins;Gate, animação que adapta a visual novel de mesmo nome, dirigido por Takuya Satō , não é um anime para qualquer um. Como bem dito por Thalius, ser para todos não significa ser para qualquer um. Essa citação, em particular, uma das minhas preferidas, cabe à animação não porque ela trata de assuntos supostamente incrivelmente complexos como o tempo, mas, sim, porque ela apresenta diversas camadas e níveis de entretenimento. É, sim, possível se entreter apenas com a camada mais superficial, aquela que apresenta uma história sci-fi sobre viagem no tempo, no entanto, o aproveitamento da mensagem real do anime só é despertado quando você adentra às profundezas de Steins;Gate. Para iniciar, é bem verdade que a presença de temas profundos e, mesmo, desconhecidos pela ciência atual pode parecer um tanto quanto amedrontador e até desencorajador, principalmente para aqueles que não estão acostumados com termos científicos ou não se interessam tanto pelas ciências "exatas". Felizmente, temos o primeiro acerto de Steins;Gate nesse ponto, e o início das características que o diferem de qualquer outro anime existente, pois o anime se prende apenas na intensidade necessária aos conceitos e explanações que supostamente deveriam ser complexas. Isso é inteligente por parte dos roteiristas, pois são apresentados, sim, momentos explanatórios sobre uma máquina que eles irão construir, sobre os conceitos utilizados nessa máquina ou, mesmo, sobre o funcionamento de certos princípios essenciais para o nosso entendimento;contudo, o anime nunca faz isso parecer monótono ou mais complicado do que é. Muito pelo contrário: Steins;Gate faz um trabalho excepcional em explicar os conceitos necessários à trama de maneira simples e compacta, sem necessidade de longos diálogos e/ou complicações extraordinários só para "cultizar" os personagens que realizam a explicação (sim, Sword Art Online: Alicization, eu estou olhando para você neste exato momento; para você e, principalmente, para a explicação longínqua, monótona e confusa sobre o funcionamento do mundo de realidade virtual apresentado na temporada). Desse modo, Steins;Gate consegue estabelecer rapidamente os conceitos principais que regem o show sem fazer parece-los bichos de sete cabeças, o que poderia, e, provavelmente, iria, afastar muitos indivíduos.
Outra qualidade louvável, ainda no mesmo plano da última, é a capacidade da animação em flutuar em um tema complexo como viagem no tempo e não apresentar furos no roteiro que embaralham a trama, fazendo que ela fique confusa e desconexa. Ao meus eu jamais tinha encontrado uma animação sobre viagens no tempo que não apresentasse sequer um furo de roteiro quando se trata de diversas linhas temporais. E exemplos contrários não faltam, incluindo o mundo fora das animações japoneses (a série The Flash, por exemplo, apresenta um roteiro fraco e repetitivo, no entanto, o que faz da experiência muito desagradável são os constantes furos criados pelo excesso de personagens indo e vindo em linhas do tempo que aparentemente são infinitas, porém, insuficientes para o roteiro, o qual usa e abusa em todos os níveis desse artifício do gênero). Isso é muito importante na consistência e no envolvimento com a obra, pois, assim que sabemos que o roteiro utiliza a viagem no tempo mais como artifício barato para resolver qualquer problema que apareça para ele, nosso senso de importância e de gravidade é drasticamente reduzido, uma vez que sabemos que, assim que o roteiro precisar, é só aparecer um personagem onisciente do futuro que irá resolver os problemas. Uma outra possibilidade de furo de roteiro causada pelo fator viagem no tempo é essa aparente onipresença de personagens que a utilizam. Em fato, talvez esse seja o maior problema nas histórias de viagem no tempo: personagens aparecem do nada e, bem como apareceram, começam a contar absolutamente tudo que irá acontecer, o que incluí detalhes impossíveis de serem lembrados. Tás posto um exemplo de ilustração: personagem A volta à linha do tempo que irá acontecer X evento de maneira a impedir aquele evento (lembrem-se, portanto, que é a primeira vez dela ali, o que significa que ela apenas tem noção de um PANORAMA sobre o futuro) e, de modo a confirmar que veio do futuro, diz que um copo de vidro irá ser derrubado e quebrado em exatos 5 segundos. Após os 5 segundos, bem como previsto por A, o copo é derrubado e, consequentemente, quebra ao tocar o chão. A pergunta mais simples e impossível de ser respondida é: como ela sabia do copo? Por acaso vir do futuro entrega à personagem conhecimento absoluto do que aconteceu antes? Sem contar que, em muitos casos, A sequer EXISTIA no momento que essa cena acontece, o que torna IMPOSSÍVEL o conhecimento do evento em questão. Esse truque é constantemente utilizado na parte da "solução do futuro distópico" e, por si só, não apresenta grande problema, o problema se instaura quando esse artifício compõe 90% das formas como a trama se resolve, pois fica clara a inabilidade do roteirista em utilizar sua criatividade e capacidade de escrever uma história no que tange à solução de problemáticas. Em suma, o problema não é haver um viajante do tempo que dá uma pista sobre ou soluciona certa problemática, o problema é só haver um viajante do tempo que dá uma pista sobre ou soluciona certa problemática. Quanto a isso, Steins;Gate dá uma aula de como resolver essa "intrincada do viajante do tempo", utilizando-se de uma série de artifícios narrativos para desviar o excessivo uso do já citado viajante. Em primeiro lugar, existem apenas dois personagens que possuem um conhecimento "sobrenatural": o protagonista, Okabe, e John Titor, aqui na pele de Suzuha, uma das personagens secundárias do show. Isso implica diretamente em dois fatores que devem ser de extrema atenção: existem menos personagens para furar o roteiro, uma vez que, quanto mais personagens transitam pelas linhas, mais fácil é do roteiro se perder em meio a tanta informação e o roteiro precisará de outras maneiras para resolver problemas, já que como se não fosse absurdo suficiente 20 personagens sabendo sobre linhas resolverem misticamente qualquer problema da trama, mais absurdo, ainda, é imaginar que apenas 2 o farão. Desse modo, Steins;Gate decide traçar um caminho que, embora seja mais complexo de ser realizado, pode entregar um resultado excepcional no final da obra. E felizmente é isso que acontece. Diferentemente das demais obras de viagem temporal, Steins;Gate apresenta um roteiro muito apurado e astuto, uma vez que ele se utiliza de personagens que já conhecemos como aqueles que irão, em um futuro, ter sapiência sobre tais viagens. Isso significa que os personagens que irão "dominar" o tempo já estão na trama, só precisamos dar tempo a eles para eles o dominarem. Em outras palavras: em teoria, temos somente dois personagens que sabem sobre viagens e máquinas do tempo e outras linhas temporais, no entanto, ao longo da própria história daquela linha do tempo, outros personagens também terão esses conhecimentos. Esse truque fica explícito na cena em que Daru reconstrói a máquina do tempo. Em um primeiro momento, poderíamos imaginar que ali se alocava um furo de roteiro, uma vez que, mesmo ele sendo colocado com um grande conhecedor de máquinas, programação e mecânica no geral, é surreal alguém construir um objeto que será criado anos a frente. Contudo, assim que imaginamos a pensar isso, recebemos a informação que o Daru será o construtor da máquina, o que significa que há parte do "DNA" dele nela, ou seja, a maneira de pensar dele, de montar máquinas própria do personagem, o que explica como ele conseguiu consertá-la. Outra "esperteza" do roteiro é criar um porto seguro, ou seja, aquele personagem que, independente da linha temporal, irá conseguir entender o que o viajante do tempo fala. Eu normalmente não gosto desse artifício, uma vez que ele é usado de maneira porca na maioria dos casos, pois, geralmente, não há nenhuma explicação lógica para aquela personagem em específica acreditar no viajante do tempo. No entanto, Steins;Gate não é a maioria dos casos. Aqui, temos a personagem Kurisu como sendo o porto seguro do personagem principal ao longo da sua caminha de construção e desconstrução da linha temporal. E tinha que ser ela, justamente porque ela é quem apresenta o conhecimento "bruto" sobre tais assuntos, ela é quem desenvolveu a máquina de saltos temporais. Ou seja, a escolha do roteiro foi exata e faz que não duvidemos da autenticidade do fato dela aceitar e entender o que o Okabe fala sempre que ele salta de uma linha para outra.
Saindo puramente dos aspecto envolvendo viagens e saltos temporais, o anime mostra novamente como possuir um roteiro sólido é uma das bases para a construção de uma obra-prima. Percebam como nada acontece em apenas um plano em Steins;Gate. Utilizando os dois exemplos citados no parágrafo acima, enquanto o roteiro anula a possibilidade de haver incongruências temporais ao trazer à tona que Daru foi o construtor da linha do tempo, ele cria um dos muitos plot twists da série; enquanto o roteiro utiliza Kurisu como o porto seguro do próprio roteiro para servir como alguém que aceita e ajuda o protagonista após o salto, ele insere os momentos mais profundos de desenvolvimento do casal e da sua relação, bem como aproxima ambos os personagens dos espectadores ao gerar um senso de humanidade e sentimentalidade nos dois. Sempre que pensamos que estamos encarando uma camada do show, seja um plot twist ou outro artifício do roteiro, temos, ao menos, mais uma outra camada acontecendo ao mesmo tempo. Desse modo, nada em Steins;Gate é único, gratuito, não existem cenas por conta própria, todas elas servem aos plots da animação mesmo que em camadas mais escondidas dos espectadores. Um exemplo claro são os D-mails: enquanto eles claramente servem como preparação para o plot da metade do anime, por trás deles temos a ideia de o quanto enviar uma simples mensagem pode alterar com a vida de milhares e, por que não, bilhares de pessoas. Um simples D-mail alterou por completo o bairro de Akihabara. Um simples D-mail alterou o sexo de uma das personagens, causou uma confusão gigantesca envolvendo outra personagem, o suicídio de outra. E o principal: a imprevisibilidade do tempo. Nem nós, nem os envolvidos nas mensagens e nem mesmo Okabe e Suzuha sabiam o que iria acontecer a princípio. Essas camadas são de extrema importância para um bom desenvolvimento a trama, uma vez que 24 episódios, mesmo parecendo uma quantidade considerável, é pouco tempo para uma história, ainda mais se tratando de animes (os quais os episódios tendem a durar entre 22 e 24 minutos com aproximadamente 19~20 minutos de animação propriamente dita, já que deve haver espaço para a opening e ending). Um dos truques de mestre do roteiro de Steins;Gate é apresentar várias coisas ao mesmo tempo: enquanto há um plot, temos desenvolvimento da trama, dos personagens, explanação sobre temas complexos de maneira surpreendentemente acessível (alô, Thiago!) e uma mensagem sendo passada por trás daquilo.
Ainda no roteiro, é chegada a hora de falar sobre o que, ao menos para mim, separa completamente Steins;Gate dos demais animes que eu assisti, sim, de todos, é chegada a hora de falar sobre os personagens. Ou melhor, sobre o desenvolvimento dos personagens. É muito raro, em animes, haver um real desenvolvimento de personagem, ou seja, um arco completo de desenvolvimento. O que acontece em animes que levam com mais seriedade o ato de escrever uma história, realidade que, infelizmente, não é a da maioria dos animes, é um "pseudodesenvolvimento", o que significa que, ao invés de ser apresentado um arco completo, é apresentado um meio arco ou um arco de "tamanho" correlato. Ou seja, nos é dado certo desenvolvimento do personagem, porém, tal desenvolvimento é limitado em demasia e, em alguns casos, é dotado de uma única utilidade na trama: não deixa o personagem, normalmente o principal, planificado, sem sentimentos, sem evolução. Isso porque tal evolução é o que humaniza o personagem, é o que nos faz sentir algo por ele, sentir suas dores e suas conquistas, pois criamos empatia por ele. E em Steins;Gate temos o que eu considero como sendo um dos melhores arcos de desenvolvimento de personagens do mundo dos animes. Antes de chegar nele, devo falar sobre os personagens em si.
A obra apresenta relativamente poucos personagens, estando esses relacionados de alguma forma com o laboratório, seja porque são um dos membros ou porque é quem aluga o laboratório para Okabe e seu grupo, o que possibilita a criação de uma identidade para cada um deles: os personagens de Steins;Gate, mesmo os secundários, são quase que exclusivos da obra. Mesmo muitos seguindo alguns estereótipos, eles sempre apresentam algo para nos lembrarmos de que eles são humanos e cada um apresenta sua própria personalidade. Isso, em si, já se caracteriza como uma característica importante no desenvolvimento de um anime de qualidade: é sempre bom termos bons personagens ao nosso lado durante a caminhada que nos será contada. Contudo, apenas bons personagens não fazem uma trama. É necessário haver o desenvolvimento deles, uma vez que é importante demonstrar que o que aconteceu na estória afetou eles de algum modo, afinal de contas, se não afetou meros personagens criados por outros humanos, quem dirá um humano. E, novamente, Steins;Gate acerta em cheio. Com momentos pequenos que demonstram o estado emocional dos personagens (falo de olhares, maneirismos criados ou deixados de lado, estado corporal, postura, etc) e de explanações necessárias sobre como personagens está se sentindo ou sobre como ele mudou após certo acontecimento, Steins;Gate desenvolve os seus personagens por meio de outros acontecimentos da trama(lembram do "sempre há mais de uma camada?" então...). Além de compactar a trama, os momentos de twists e plots são de extrema importância em um show porque é ali onde deve haver um impacto maior nas personagens e em nós espectadores, e Steins;Gate não deixa devendo em absolutamente nada quando falamos de plots e twists de uma estória. É inacreditável a capacidade do roteirista de subverter possíveis convenções do gênero em momentos tocantes, emotivos e importantes para a trama. É ao subverter as nossas expectativas após termos contato com tantas obras mal feitas sobre viagem no tempo que o roteiro encontra o elo entre as diversas partes da trama da animação; em outras palavras, é quando achamos que sabemos o que está acontecendo que o roteiro nos pega desprevenidos, é quando achamos que a situação não pode ficar pior que ela, de alguma maneira, consegue realizar esse feito. Inclusive, Steins;Gate apresenta algo único, ao menos eu nunca assisti uma obra com tal característica, ao realizar um dos maiores plots da série com algo que já tínhamos conhecimento. É o já conhecido, e muito bem utilizado nas melhores obras de todos os tempos do cinema, "nossa, como eu pude não perceber isso". Estou falando do momento em que o Okabe percebe que, ao decidir voltar à linha beta, ele também fez uma outra decisão: sacrificar Makise Kurisu. Um dos raros momentos nos animes que me dão arrepios ao lembrar dele. Mesmo já sendo algo que você sabe, afinal de contas ela morre naquela linha temporal no primeiro episódio, o anime faz questão de nunca mais tocar no assunto, de esconder tal fato, a fim de, no momento em que imaginamos estar tudo certo, nos pegar com os rabos entre as pernas. Absolutamente genial. São poucos os pontos que eu sequer cheguei a cogitar um erro quando se trata do roteiro de Steins;Gate.
E não bastando os inacreditáveis plots da série, temos um arco de desenvolvimento duplo que ocorre concomitantemente à evolução da trama e à preparação de outros plots (novamente, nunca é apenas uma camada): o arco do Okabe. Eu poderia resumir ele a algo como "assista por conta própria e experimente o que é a evolução real de um personagem", porém, estaria sendo injusto comigo mesmo, porque o fator que mais me motivou a escrever essa crítica foi esse arco. No início do anime nos é apresentado um estranho e peculiar cientistita japonês nomeado de Okabe Rintarou, o qual possuí um também estranho e peculiar laboratório composto por outos dois membros: Daru, conhecido como "super hackar", e Mayuri, uma gentil e inocente amiga de infânce de Okabe. No laboratório, eles testam equipamentos supostamente tecnologicamente avançados. Embora seja um local mais parecido com um mini-apartamento que foi utilizado por 20 anos como oficina e não com um laboratório, Daru e Okabe são extremamente inteligentes e realmente projetam e criam alguns objetos interessantes (enquanto Mayuri fica ao fundo compensando a aura nerd em demasia dos dois). Ao ser apresentado, Okabe apresenta diversos maneirismos e atitudes únicas do personagem, fatores que já estabelecem uma relação direta com o personagem: tudo aquilo que é novo é intrigante, e, se é intrigante o suficiente, por que não tentar entendê-lo? É apartir dessa ideia de peculiaridade do personagem que nos gradualmente, ao decorrer dos primeiros 11 episódios, aprendemos a gostar do personagem, a reconhecer tais pecualirades não apenas como esquizitices do personagem, mas sim como traços que componhem a sua personalidade animada, radiante e até despojada, mesmo ficando claro que ele não é o melhor cara do mundo quando se trata de relações interpessoais. No entanto, nunca é passada aquela ideia de pessoa isolada, que nega os demais em prol de uma ideia maluca da sua cabeça (a qual é muito presenta em cientistas malucos; geralmente, o personagem é um completo babaca), o que nos conecta de vez com o personagem. No entanto, tudo muda quando os efeitos dos D-mails começam a aparecer, tudo muda quando ele precisa a largar o seu estilo despreocupado com o mundo e começar a tomar decisões que vão alterar a sua vida e a vida de todos aqueles que ele ama. Inclusive as duas que ele mais ama. Mayuri e Kurisu são personagens chaves na história à medida que são elas, ou fatos que acontecem com elas, que guiam as tomadas de decisão de Okabe: ora a morte da Mayuri faz que Okabe decida ir de volta à linha Beta, ora Kurisu o faz entender de outra maneira a situação e o ajuda a superar os desafios dessa árdua caminhada. É ao longo dela, portanto, que temos o desenvolvimento desses dois como um casal e como figuras isoladas com um aumento considerado do "screen time" de ambos juntos, o que demonstra a inteção do roteiro em enfatizar eles como um casal. Mas lembram-se do que eu disse antes? Nunca é apenas uma camada. Não somente temos a intenção do casal pelo simples fato de ambos parecerem, e, quem sabe, serem feitos um para o outro, mas sim porque é desse desenvolvimento que o anime prepara o choque que tanto Okabe como nós iremos sentir: o da decisão entre quem irá viver e quem irá morrer. Vejam como aquelas ideias colocadas anteriormente sobre o porto seguro se conectam diretamente ao que acabara de ser exposta: é Kurisu quem serve de porto seguro, para a trama e para Okabe. É ela quem o ajuda nos momentos mais desesperadores, quem sorri para ele quando o mesmo só consegue ver uma linha que leva a um final desastroso. É, portanto, do desenvolvimento de um simples casal que o roteiro retira um rico arco de um dos personagens. Aliás, cito o romance dele com a Kurisu como o principal pois de fato ele o é, porém, cada personagem em específico da obra serve de desenvolvimento para o Okabe e cada linha temporal que ele volta ou avança apresenta uma direta alteração nele. Percebam como o anime dedicou um episódio inteiro apenas para ele e Ruka poderem ter seus conflitos e suas sub-tramas resolvidas. Nada é deixado para trás em Steins;Gate, bem como nada é de graça. Percebam como outro episódio é dedicado à explanação sobre a realidade da Moeka e sobre como ela foi induzida a realizar o ato que desencadeou toda a jornada de Okabe. As pontas das linhas da animação sempre se encontram devidamente amarradas.
No entanto, para completar o arco do personagem e separar, de uma vez por todas, Steins;Gate dos demais animes, temos a mensagem principal do anime. Percebam que eu sequer toquei nela ao longo da escrita, e isso se dá justamente porque o anime contém diversas mensagens, cada uma em sua devida camada de entretenimento. No entanto, foi após terminar o episódio 24, sentar e pensar um tanto sobre a obra que eu consegui enxergar o que o autor realmente quis passar para quem assiste a animação: muito mais do que uma obra sobre o tempo, sobre pulos, viagens e temáticas temporais, sobre um casal destinado a ficar junto, sobre como os humanos não devem brincar com o tempo achando que não haverão consequências futuras, Steins;Gate é sobre memórias. Não somente memórias, mas como essas memórias podem afetar uma pessoa. Como essas memórias moldam que nós, humanos, somos, como essas memórias são uma dádiva e uma maldição: esquecer elas pode ser doloroso, porém viver com elas pode ser tão doloroso quanto. Todos esses pontos convergem no que, para mim, foi o melhor momento do show: o episódio 22. Foi um dos únicos três momentos dentre os que eu já experimentei assistindo animes em que o pranto foi inevitável. Porque não somente é o ápice perfeito para um casal perfeito, não somente é um momento que todos pensávamos até então, não somente é um turbilhão de emoções: é sobre como esses momentos mágicos e líricos podem ser, em fato, um laço à realidade que vivemos que terá de ser partido de maneira dolorosa e melancólica. A dor de conhecer uma pessoa melhor do que ela mesma e ela sequer saber direito quem você é. A dor de ter que guardar as memórias vividas. A dor de ter que lidar com memórias que, como o nome sugere, são, agora, apenas memórias. Como bem dito por Kurisu, a Teoria da Relatividade é muito romântica. Mas muito triste.
Nada do que foi colocado seria tão efetivo se não tivéssemos uma brilhante trilha sonora de fundo. Em específico, devo citar a música que coloquei no início do texto. Essa é a OST que aparece no episódio 22, e justamente por ser o episódio mais emotivo e doloroso da série, essa OST carrega consigo um peso, uma clara dor, uma clara sensação de algo que ficou no passado. Ou melhor, em outra linha temporal. Algo que você amou e se agarrou com todas as forças, porém o destino inevitavelmente fez você perdê-lo. No geral, Steins;Gate tem muitas das melhores OSTs das animações, sempre cumprindo com o papel de reforçar o mood da situação.
Em suma, Steins;Gate é uma animação única pois consegue fazer muito bem tudo aquilo que se propõe a fazer: apresenta personagens incríveis e únicos, plots e twists de levar você do céu a terra em questão de segundos (os quais vão completamente te hipnotizar e forçá-lo a terminar o show sem pausas), arcos emocionais, principalmente o de Okabe, ímpares e cumpre a difícil missão de apelar o mínimo possível às convenções de obras do tipo. Se pudesse resumir o anime em uma palavra seria a palavra "único", pois diversas das características citadas não se encontram em outros animes ou, caso se encontrem, são minimizadas pela pressa do roteiro em querer demonstrar logo os plots da série. Não posso deixar de falar, antes de terminar o texto, sobre o passo do anime. Mesmo muitos criticando a primeira metade, ela, para mim, é o exemplo perfeito de como uma história deve ser feita. Sem pressa, demonstrando os personagens e dando a eles peso, importância, expressão, unicidade e humanidade. Steins;Gate é uma obra-prima do início ao fim e mesmo que possa apresentar algumas peças que, por se tratar de uma animação relativamente curta (lembremos que outras animações que fizeram algo parecido com Steins;Gate tiveram 40~50 para tal), podem faltar, as peças que se encontram montando o quebra-cabeça compensam completamente as que podem faltar. É como olhar uma Pixel Art a distância: um ou outro bloquinho faltando não retira a primazia do todo.
Minha nota perfeita é muito mais sobre como o anime me impactou do que seu número de acertos e erros, e é por isso que Steins;Gate segue sendo uma das quatro notas 10 na minha lista e meu terceiro anime preferido. Estonteante, imprevisível e apaixonante, certamente é um anime que te fará pensar sobre conceitos complexos, como viagens e saltos temporais, e, ao mesmo tempo, conceitos completamente humanos, como perda, memórias e escolhas.
Se tivesse acesso a uma máquina do tempo, buscaria alguma linha temporal em que o meu eu não se apaixonou completamente por Steins;Gate, porém, devo concordar com Okabe sobre como tudo parece convergir para um inevitável fim.
Escrita ao longo dos dias 14, 15 e 16 de maio de 2020, 16 anos antes da Terceira Grande Guerra.
Um dos poucos momentos na história da animação em que a perfeição foi alcançada. O final do episódio 24, junto com o episódio 22, são os melhores momentos que eu tive ao assistir uma animação japonesa ao longo das centenas assistidas.
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2020.04.02 01:03 capybaranaranja Como o mundo cuidará da pandemia de coronavírus A pandemia mudará o mundo para sempre: Pedimos a 12 principais pensadores globais suas previsões. Foreign Policy

*Esse post é o artigo completo da revista Foreign Policy, que serviu de inspiração essa análise em vídeo do Meteoro Brasil, "O Mundo Depois da Crise". (que serve como TL;DR)
Como a queda do Muro de Berlim ou o colapso do Lehman Brothers, a pandemia de coronavírus é um evento de abalar o mundo cujas conseqüências de longo alcance só podemos começar a imaginar hoje.
Isso é certo: assim como esta doença destruiu vidas, perturbou mercados e expôs a competência (ou a falta dela) dos governos, ela levará a mudanças permanentes no poder político e econômico de maneiras que se tornarão aparentes apenas mais tarde.
Para nos ajudar a entender o terreno mudando sob nossos pés à medida que a crise se desenrola, a Política Externa pediu a 12 principais pensadores de todo o mundo que avaliassem suas previsões para a ordem global após a pandemia.
Um mundo menos aberto, próspero e livre
de Stephen M. Walt
A pandemia fortalecerá o estado e reforçará o nacionalismo. Governos de todos os tipos adotarão medidas emergenciais para administrar a crise, e muitos relutarão em renunciar a esses novos poderes quando a crise terminar.
O COVID-19 também acelerará a mudança de poder e influência do Ocidente para o Oriente. A Coréia do Sul e Cingapura responderam melhor e a China reagiu bem após seus erros iniciais. A resposta na Europa e na América tem sido lenta e aleatória em comparação, manchando ainda mais a aura da "marca" ocidental.
O que não vai mudar é a natureza fundamentalmente conflituosa da política mundial. Pragas anteriores não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Pragas anteriores - incluindo a epidemia de gripe de 1918-1919 - não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Nem COVID-19. Veremos um recuo adicional da hiperglobalização, à medida que os cidadãos buscam os governos nacionais para protegê-los e enquanto estados e empresas buscam reduzir futuras vulnerabilidades.
Em resumo, o COVID-19 criará um mundo menos aberto, menos próspero e menos livre. Não precisava ser assim, mas a combinação de um vírus mortal, planejamento inadequado e liderança incompetente colocou a humanidade em um caminho novo e preocupante.
O fim da globalização como a conhecemos
por Robin Niblett
A pandemia de coronavírus pode ser a palha que quebra as costas do camelo na globalização econômica.
O crescente poder econômico e militar da China já havia provocado uma determinação bipartidária nos Estados Unidos de separar a China da alta tecnologia e propriedade intelectual de origem americana e tentar forçar os aliados a seguir o exemplo. O aumento da pressão pública e política para cumprir as metas de redução de emissões de carbono já havia questionado a dependência de muitas empresas de cadeias de suprimentos de longa distância. Agora, o COVID-19 está forçando governos, empresas e sociedades a fortalecer sua capacidade de lidar com longos períodos de auto-isolamento econômico.
Parece altamente improvável, neste contexto, que o mundo retorne à idéia de globalização mutuamente benéfica que definiu o início do século XXI. E sem o incentivo para proteger os ganhos compartilhados da integração econômica global, a arquitetura da governança econômica global estabelecida no século 20 se atrofiará rapidamente. Será necessária uma enorme autodisciplina para os líderes políticos sustentarem a cooperação internacional e não recuarem para uma competição geopolítica aberta.
Provar aos cidadãos que eles podem administrar a crise do COVID-19 comprará aos líderes algum capital político. Mas aqueles que falham terão dificuldade em resistir à tentação de culpar os outros por seu fracasso.
Uma globalização mais centrada na China
por Kishore Mahbubani
A pandemia do COVID-19 não alterará fundamentalmente as direções econômicas globais. Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Por que essa tendência continuará? A população americana perdeu a fé na globalização e no comércio internacional. Os acordos de livre comércio são tóxicos, com ou sem o presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, a China não perdeu a fé. Por que não? Existem razões históricas mais profundas. Os líderes chineses agora sabem bem que o século de humilhação da China de 1842 a 1949 foi resultado de sua própria complacência e de um esforço fútil de seus líderes para separá-lo do mundo. Por outro lado, as últimas décadas de ressurgimento econômico foram resultado do engajamento global. O povo chinês também experimentou uma explosão de confiança cultural. Eles acreditam que podem competir em qualquer lugar.
Consequentemente, ao documentar em meu novo livro, Has Won China ?, os Estados Unidos têm duas opções. Se seu objetivo principal é manter a primazia global, ele terá que se envolver em uma disputa geopolítica de soma zero, política e economicamente, com a China. No entanto, se o objetivo dos Estados Unidos é melhorar o bem-estar do povo americano - cuja condição social se deteriorou -, ele deve cooperar com a China. Um conselho mais sábio sugeriria que a cooperação seria a melhor escolha. No entanto, dado o ambiente político tóxico dos EUA em relação à China, conselhos mais sábios podem não prevalecer.
Democracias sairão da sua concha
por G. John Ikenberry
No curto prazo, a crise dará combustível a todos os campos do grande debate sobre estratégia ocidental. Os nacionalistas e anti-globalistas, os falcões da China e até os internacionalistas liberais verão novos indícios da urgência de seus pontos de vista. Dado o dano econômico e o colapso social que está se desenrolando, é difícil ver algo além de um reforço do movimento em direção ao nacionalismo, rivalidade entre grandes potências, dissociação estratégica e coisas do gênero.
Assim como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta. Mas, como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta, uma espécie de internacionalismo obstinado semelhante ao que Franklin D. Roosevelt e alguns outros estadistas começaram a se articular antes e durante a guerra. O colapso da economia mundial na década de 1930 mostrou como as sociedades modernas estavam conectadas e quão vulneráveis ​​eram ao que FDR chamava de contágio. Os Estados Unidos foram menos ameaçados por outras grandes potências do que pelas forças profundas - e pelo caráter do Dr. Jekyll e Hyde - da modernidade. O que FDR e outros internacionalistas conjuraram foi uma ordem do pós-guerra que reconstruiria um sistema aberto com novas formas de proteção e capacidades para gerenciar a interdependência. Os Estados Unidos não podiam simplesmente se esconder dentro de suas fronteiras, mas para operar em uma ordem aberta do pós-guerra exigia a construção de uma infraestrutura global de cooperação multilateral.
Assim, os Estados Unidos e outras democracias ocidentais podem viajar por essa mesma sequência de reações impulsionadas por um sentimento em cascata de vulnerabilidade; a resposta pode ser mais nacionalista a princípio, mas, a longo prazo, as democracias sairão de suas conchas para encontrar um novo tipo de internacionalismo pragmático e protetor.
Lucros mais baixos, mas mais estabilidade
de Shannon K. O’Neil
O COVID-19 está minando os princípios básicos da fabricação global. As empresas agora repensam e encolhem as cadeias de suprimentos multipasso e multinacionais que dominam a produção atualmente.
As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo atacadas econômica e politicamente. As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo afetadas - economicamente, devido ao aumento dos custos trabalhistas chineses, à guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, e aos avanços em robótica, automação e impressão 3D, e também politicamente, devido a perdas reais e percebidas de empregos, especialmente em economias maduras. O COVID-19 agora quebrou muitos desses vínculos: o fechamento de fábricas em áreas afetadas deixou outros fabricantes - assim como hospitais, farmácias, supermercados e lojas de varejo - desprovidos de estoques e produtos.
Do outro lado da pandemia, mais empresas exigirão saber mais sobre a origem de seus suprimentos e trocarão a eficiência por redundância. Os governos também intervirão, forçando o que consideram indústrias estratégicas a ter planos e reservas de backup doméstico. A lucratividade cairá, mas a estabilidade da oferta deverá aumentar.
Esta pandemia pode servir a um propósito útil
por Shivshankar Menon
Ainda é cedo, mas três coisas parecem aparentes. Primeiro, a pandemia de coronavírus mudará nossa política, tanto dentro dos estados quanto entre eles. É ao poder do governo que as sociedades - mesmo os libertários - se voltam. O relativo sucesso do governo em superar a pandemia e seus efeitos econômicos exacerbará ou diminuirá os problemas de segurança e a recente polarização nas sociedades. De qualquer maneira, o governo está de volta. A experiência até agora mostra que os autoritários ou populistas não são melhores em lidar com a pandemia. De fato, os países que responderam cedo e com sucesso, como Coréia e Taiwan, foram democracias - não aqueles dirigidos por líderes populistas ou autoritários.
Este ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência.
Em segundo lugar, ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência. Mas em todas as políticas, já existe uma virada para dentro, uma busca por autonomia e controle do próprio destino. Estamos caminhando para um mundo mais pobre, mais cruel e menor.
Finalmente, há sinais de esperança e bom senso. A Índia tomou a iniciativa de convocar uma videoconferência de todos os líderes do sul da Ásia para criar uma resposta regional comum à ameaça. Se a pandemia nos levar a reconhecer nosso interesse real em cooperar multilateralmente nos grandes problemas globais que enfrentamos, ela terá servido a um propósito útil.
O poder americano precisará de uma nova estratégia
por Joseph S. Nye, Jr.
Em 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma nova estratégia de segurança nacional que se concentra na competição por grandes potências. O COVID-19 mostra que essa estratégia é inadequada. Mesmo se os Estados Unidos prevalecerem como uma grande potência, não poderão proteger sua segurança agindo sozinhos.
Como Richard Danzig resumiu o problema em 2018: “As tecnologias do século XXI são globais não apenas em sua distribuição, mas também em suas conseqüências. Patógenos, sistemas de IA, vírus de computador e radiação que outros podem acidentalmente liberar podem se tornar tanto o nosso problema quanto o deles. Sistemas de relatórios acordados, controles compartilhados, planos de contingência comuns, normas e tratados devem ser adotados como meio de moderar nossos numerosos riscos mútuos. ”
Sobre ameaças transnacionais como o COVID-19 e as mudanças climáticas, não basta pensar no poder americano sobre outras nações. A chave do sucesso também é aprender a importância do poder com os outros. Todo país coloca seu interesse nacional em primeiro lugar; a questão importante é quão amplo ou estreitamente esse interesse é definido. O COVID-19 mostra que estamos falhando em ajustar nossa estratégia para este novo mundo.
A história do COVID-19 será escrita pelos vencedores
por John Allen
Como sempre foi, a história será escrita pelos “vencedores” da crise do COVID-19. Toda nação, e cada vez mais todo indivíduo, está experimentando a tensão social desta doença de maneiras novas e poderosas. Inevitavelmente, os países que perseverarem - tanto em virtude de seus sistemas políticos e econômicos únicos, quanto na perspectiva da saúde pública - terão sucesso sobre aqueles que experimentam um resultado diferente e mais devastador. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia, o multilateralismo e o atendimento universal à saúde. Para outros, mostrará os "benefícios" claros de um governo autoritário decisivo. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia. Para outros, mostrará os "benefícios" claros do regime autoritário.
De qualquer maneira, essa crise irá reorganizar a estrutura internacional de poder de maneiras que apenas podemos começar a imaginar. O COVID-19 continuará deprimindo a atividade econômica e aumentando a tensão entre os países. A longo prazo, a pandemia provavelmente reduzirá significativamente a capacidade produtiva da economia global, especialmente se as empresas fecharem e os indivíduos se separarem da força de trabalho. Esse risco de deslocamento é especialmente grande para os países em desenvolvimento e outros com uma grande parcela de trabalhadores economicamente vulneráveis. O sistema internacional, por sua vez, sofrerá grande pressão, resultando em instabilidade e conflito generalizado dentro e entre países.
Uma nova etapa dramática no capitalismo global
por Laurie Garrett
O choque fundamental para o sistema financeiro e econômico do mundo é o reconhecimento de que as cadeias de suprimentos e redes de distribuição globais são profundamente vulneráveis ​​a interrupções. A pandemia de coronavírus, portanto, não só terá efeitos econômicos duradouros, como também levará a uma mudança mais fundamental.
A globalização permitiu que as empresas cultivassem manufaturas em todo o mundo e entregassem seus produtos no mercado just-in-time, evitando os custos de armazenagem. Os estoques que ficavam nas prateleiras por mais de alguns dias eram considerados falhas de mercado. O suprimento precisava ser adquirido e enviado em um nível global cuidadosamente orquestrado. O COVID-19 provou que os patógenos podem não apenas infectar as pessoas, mas envenenar todo o sistema just-in-time.
Dada a escala de perdas do mercado financeiro que o mundo experimentou desde fevereiro, é provável que as empresas saiam dessa pandemia decididamente envergonhada pelo modelo just-in-time e pela produção globalmente dispersa. O resultado pode ser um novo estágio dramático no capitalismo global, no qual as cadeias de suprimentos são trazidas para mais perto de casa e preenchidas com redundâncias para proteger contra interrupções futuras. Isso pode reduzir os lucros de curto prazo das empresas, mas tornar todo o sistema mais resistente.
Estados mais falidos
por Richard N. Haass
Permanente não é uma palavra de que gosto, como pouco ou nada, mas acho que a crise do coronavírus levará, pelo menos por alguns anos, a maioria dos governos a se voltar para dentro, concentrando-se no que ocorre dentro de suas fronteiras e não sobre o que acontece além deles. Prevejo maiores movimentos em direção à auto-suficiência seletiva (e, como resultado, dissociação), dada a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos; oposição ainda maior à imigração em larga escala; e uma disposição ou compromisso reduzidos para enfrentar problemas regionais ou globais (incluindo as mudanças climáticas), dada a necessidade percebida de dedicar recursos para reconstruir em casa e lidar com as conseqüências econômicas da crise. Muitos países terão dificuldade em se recuperar, com a fraqueza do Estado e Estados falidos se tornam ainda mais prevalentes.
Eu esperaria que muitos países tenham dificuldade em se recuperar da crise, com a fraqueza do estado e os estados falidos se tornando uma característica ainda mais prevalente no mundo. A crise provavelmente contribuirá para a contínua deterioração das relações sino-americanas e o enfraquecimento da integração européia. Do lado positivo, devemos ver um fortalecimento modesto da governança global da saúde pública. Mas, no geral, uma crise enraizada na globalização enfraquecerá ao invés de aumentar a vontade e a capacidade do mundo de lidar com ela.
Os Estados Unidos falharam no teste de liderança
por Kori Schake
Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional. Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional devido ao estreito interesse próprio de seu governo e à incompetência confusa. Os efeitos globais dessa pandemia poderiam ter sido bastante atenuados se as organizações internacionais fornecessem mais e mais informações anteriores, o que daria aos governos tempo para preparar e direcionar recursos para onde eles são mais necessários. Isso é algo que os Estados Unidos poderiam ter organizado, mostrando que, embora seja de interesse próprio, não é apenas de interesse próprio. Washington falhou no teste de liderança e o mundo está em pior situação.
Em todos os países, vemos o poder do espírito humano
de Nicholas Burns
A pandemia do COVID-19 é a maior crise global deste século. Sua profundidade e escala são enormes. A crise da saúde pública ameaça cada uma das 7,8 bilhões de pessoas na Terra. A crise financeira e econômica poderia exceder em seu impacto a grande recessão de 2008-2009. Cada crise sozinha poderia causar um choque sísmico que muda permanentemente o sistema internacional e o equilíbrio de poder como o conhecemos. Isso dá esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
Até o momento, a colaboração internacional tem sido lamentavelmente insuficiente. Se os Estados Unidos e a China, os países mais poderosos do mundo, não puderem deixar de lado sua guerra de palavras sobre qual deles é responsável pela crise e liderar com mais eficácia, a credibilidade de ambos os países poderá diminuir significativamente. Se a União Europeia não puder fornecer assistência mais direcionada a seus 500 milhões de cidadãos, os governos nacionais poderão recuperar mais poder de Bruxelas no futuro. Nos Estados Unidos, o que está mais em jogo é a capacidade do governo federal de fornecer medidas eficazes para conter a crise.
Em todos os países, no entanto, existem muitos exemplos do poder do espírito humano - de médicos, enfermeiros, líderes políticos e cidadãos comuns demonstrando resiliência, eficácia e liderança. Isso fornece esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
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2019.11.08 17:29 morientesbr 17 dicas para você se destacar no mercado imobiliário

17 dicas para você se destacar no mercado imobiliário
Confira:
1. Se mantenha sempre à frente de seus concorrentes
Se manter atualizado não é mais um diferencial, sabemos que hoje só sobrevive tendo bons ganhos e oportunidades aqueles profissionais que se atualizam, que estudam e estão sempre buscando formas de inovar em sua área de atuação.
Assim como os profissionais do mercado imobiliário estão mudando, os consumidores também já estão lá na frente.
Quer uma prova disso? O gráfico abaixo ilustra o comportamento do consumidor de imóveis na internet, isso tudo antes mesmo de considerar falar com a imobiliária:

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Fonte: Think Real Estate With Google
E você como profissional precisa estar tão preparado quanto o seu cliente, esse será o grande trunfo frente ao seu concorrente! Um excelente Corretor de imóveis entende a jornada de compra do seu cliente e vê as tendências do mercado imobiliário antes de todo mundo, vou te dar uma dado importante:
30% dos consumidores compram nos 3 primeiros meses, porém outros 30% compram depois de 18 meses, os outros 40% estão no meio do caminho – Esses dados são do VivaReal.
Ter os conhecimentos necessários sobre o comportamento do seu cliente pode e vai te lançar à frente do seu concorrente, fique atento.
Separamos um vídeo muito bacana do evento dedicado ao nosso mercado que o Google promoveu há alguns anos, porém que alguns temas continuam muito atuais. Veja abaixo uma das palestras que aconteceu no Think Real Estate With Google:
2. Defina um nicho de mercado
É mais fácil conseguir conquistar os seus clientes e destacar-se diante da concorrência se você definir, para a sua imobiliária, um nicho de mercado. Pode ser a atuação somente com imóveis de alto padrão, a venda e o aluguel de bens mais populares ou você pode fazer uma segmentação por região. O que importa é descobrir onde encontrar mais clientes para a sua empresa.
Fazer isso também ajudará os seus colaboradores a ter um conhecimento mais aprofundado, tanto dos clientes quanto do mercado em que a sua imobiliária se insere, focando no público certo. Essa especialização poderá fazer toda a diferença na personalização do atendimento ao cliente, tornando seus profissionais uma referência na área escolhida.
3. Aprofunde o conhecimento sobre seus clientes
Somente um conhecimento aprofundado sobre os desejos e as necessidades dos clientes será capaz de levar uma negociação ao sucesso. Os corretores devem saber quais são as suas expectativas para que possam oferecer os imóveis que mais se aproximam a elas.
A dica, para isso, é saber ouvir, deixando de lado a ansiedade para a venda e tornando-se mais sensível e empático diante do que o cliente está expondo. Ajude a qualificar o cliente, transformando as dúvidas e indecisões em possibilidades de compra nas condições que o atendem. Por fim, é preciso que os colaboradores da imobiliária saibam vencer as inseguranças do cliente para inspirá-lo a assinar o contrato.
4. Fique atento aos resultados sempre.
Bernardo Hees, Diretor executivo da Kraft Heinz diz que existem dois tipos de profissionais: Os que batem as metas e os que explicam o motivo pelo qual não batem as metas, esse segundo porém são sempre os melhores em argumentos e fazem PowerPoint e cálculos para explicar o motivo, porém isso é irrelevante, pois a meta não foi batida.
Não faça parte do segundo grupo de profissionais, o mercado imobiliário carece de bons profissionais, com as qualificações necessárias para vendas, negociação e conhecimento de novas tecnologias. Fique sempre atento aos seus resultados – a melhor estratégia, hoje, é focar!
O mercado imobiliário em 2019 estará super aquecido e você precisa estar realmente focado e preparado para ter os resultados que você deseja, prova disso é o otimismo do setor. Há alguns meses saiu uma matéria no Estadão, onde Elie Horn, fundador e presidente do conselho de administração da Cyrela, comenta sobre o Boom no mercado que está por vir em 2019, depois de uma fase difícil para a construção civil.
Então para 2019 tenha foco no que é importante, se qualifique para atingir resultados cada vez melhores e fique sempre muito atento a novas tecnologias que facilitarão a sua vida como Corretor de Imóveis, na dica 5 vamos falar mais sobre esse tema.
5. Seus clientes valem ouro, cuide bem deles
Quando o atendimento é excelente, o preço vira Commodity, essa frase, de Luiza Helena Trajano, Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, ilustra muito bem o que o cliente sente durante sua jornada de compra.
Seja comprando um celular seja comprando um apartamento, o sentimento de carinho e importância deve ser o mesmo. Empresas que entendem que seus clientes vem sempre em primeiro lugar, e que devem ser tratados com muito respeito e atenção estão revolucionando o mercado onde atuam.
Aqui ilustro com um outro exemplo, quando um cliente vai a uma loja Apple, ele não compra apenas um celular ou um notebook com alto valor agregado, ele sente uma experiência no momento da compra, e porque não levar a mesma sensação para quem está comprando um imóvel?
Entenda seu cliente, saiba de suas necessidades para comprar um imóvel, se tem filhos, se é casado, muitas pessoas estão investindo em um sonho, não apenas em um bem material.
Um cliente bem cuidado é um cliente que indica, se você como Corretor de imóveis quiser vender mais rápido se atente a essa dica.
6. Venda um sonho, não apenas um imóvel
Como disse na dica anterior, muitos clientes do mercado imobiliário estão comprando um sonho e não apenas uma casa. Alguns economizaram por anos, use isso a seu favor na hora da venda do imóvel!
Mostre os benefícios que o cliente poderá ter ao investir naquele imóvel, dê ideias de decoração, fale da vizinhança e o quão importante é morar naquela localidade.
Venda o sonho e a comodidade, não as características do imóvel!
7. Use a tecnologia a seu favor
Hoje em dia, não basta colocar as informações básicas sobre o imóvel para chamar a atenção dos clientes. Você pode melhorar o seu posicionamento oferecendo a eles, por exemplo, a experiência de visitar o apartamento ou a casa à venda fazendo um tour virtual pelo imóvel. Certamente, ele vai se destacar em meio a outras tantas ofertas semelhantes.
Ainda na área de tecnologia, vale a pena investir em sistemas de gestão que vão ajudar seus corretores a criarem um banco de dados mais completo, relacionando a carteira de clientes e o portfólio de imóveis de forma mais inteligente.
Utilizar a tecnologia a seu favor, pode te ajudar a entender melhor seus clientes, economizar tempo com processos que antes eram demorados e burocráticos e certamente utilizando as ferramentas corretas você consegue saber como vender mais imóveis.
Utilizar suas redes sociais também é uma boa dica para divulgar seus imóveis, claro, sempre inovando na forma de apresentá-los, ter boas fotos, vídeos do local, ter uma descrição do imóvel bem pensada e bem escrita faz toda diferença. Hoje, inclusive, o Facebook permite você incluir fotos em 360º de maneira muito simples, dessa forma você consegue criar anúncios e vender mais imóveis em menos tempo, pois consegue segmentar exatamente o seu cliente ideal.
8. Conhecimento geral é muito importante
Nunca se esqueça, o conhecimento transforma, um profissional que tem uma boa bagagem cultural e intelectual, pois diariamente você está em contato com pessoas com formações, interesses, vontades e assuntos diferentes.
Se atualizar é importante, mas filtre bem suas fontes de referência. Leia bons livros, assista filmes que requer uma reflexão maior, hoje o YouTube está recheado de profissionais falando sobre diversos temas como é o caso do Guilherme Machado.
9. Atualize sua equipe, se tiver, sobre como ser um bom corretor de imóveis
Não deixe sua equipe de corretores ficar para trás a respeito de todas as novidades e atualizações que podem ajudá-los a serem vendedores mais completos. A capacitação e a busca por conhecimentos devem ser contínuas e não dependem apenas de cursos. Ambas podem ser alcançadas por meio da participação em workshops em diversas áreas, leitura de blogs e sites do segmento, cursos online, entre outros.
Os colaboradores devem entender que, atualmente, é preciso ir além da demonstração simples das características de um imóvel, atuando como consultores do cliente na hora de fazer um investimento tão importante. Assim, devem estar no foco deles questões sobre a legislação, o desenvolvimento urbano da região onde atuam e as informações sobre o mercado e a economia macro, o marketing e a comunicação.
10. Conheça profundamente o portfólio de imóveis
Muitas vezes, os corretores acreditam que já têm todo o conhecimento necessário sobre os imóveis disponíveis pela empresa para que consigam convencer o cliente a fechar negócios. Estimule que seus profissionais conheçam profundamente o seu portfólio, indo a campo, para que possam oferecer aos interessados todas as possibilidades que vão atender aos seus desejos.
Essa atitude vai ampliar a capacidade de persuadir o cliente. Isso porque, a cada visita feita, o corretor poderá enxergar algumas situações que podem levar uma pessoa a tomar a sua decisão de comprar. Um exemplo disso é a possibilidade de mudança da planta, as características de incidência de iluminação natural, novas formas de uso dos cômodos, como a ampliação de áreas, integrando a cozinha à sala ou a sala à varanda etc.
Esse tipo de estudo pode fazer toda a diferença na apresentação do imóvel e na atuação como um consultor para o investimento. A regra é: nenhum imóvel é igual ao outro, portanto, é preciso enxergar com clareza todos os potenciais que eles podem apresentar aos futuros moradores.
11. Aposte na transparência para reforçar a credibilidade
Confiança é a palavra-chave para conquistar e fidelizar seus clientes. Por isso, sua empresa deve estimular a equipe de colaboradores a agir com transparência. É importante que haja uma relação de confiança entre os corretores e a pessoa que compra ou aluga um imóvel na sua imobiliária.
Para isso, até mesmo a linguagem corporal e o modo de se vestir dos seus colaboradores podem ter influência na credibilidade junto aos clientes. Outros fatores importantes são a integridade e a competência no uso das informações para levar às pessoas aquilo que elas estão procurando, mostrando a elas que a sua empresa atua para atender aos interesses do cliente, o que nos leva à última dica, a seguir.
12. Amplie seus investimentos em comunicação e marketing
Quanto maior a concorrência — e sabemos que esse mercado só cresce a cada ano —, maior a necessidade de se aproximar do seu consumidor em diversos canais. Essa regra vale tanto para a prospecção de clientes quanto para a captação de imóveis, aumentando as possibilidades de ampliar as suas vendas.
Escolha os portais mais acessados pelas pessoas para a busca de imóveis na internet e insira as suas melhores ofertas neles. Não se esqueça da qualidade, principalmente das informações sobre o bem e das imagens. Tudo isso ajuda a reforçar a sua presença online e a fazer com que a sua imobiliária apareça nos mecanismos de busca da internet.
O uso de redes sociais e do marketing de conteúdo também deve estar entre as suas principais estratégias de comunicação. Melhorar o desempenho da sua empresa nessas áreas fará com que ela se posicione como referência no mercado imobiliário diante do cliente, colocando-a à frente da concorrência.
13. Encante o seu cliente antes mesmo da primeira visita
Como já disse anteriormente, a jornada de compra do consumidor mudou, muitas vezes ele está fazendo as pesquisas sozinho e não precisa de um Corretor para isso.
Sendo uma realidade, onde entra o Corretor de imóveis? Entra justamente nessa parte das pesquisas, com inovação e criatividade, chamar a atenção do seu cliente se torna uma tarefa fácil.
Em a jornada de busca do seu cliente ofereça experiências diferentes da concorrência, que o deixem encantado e curioso para saber mais sobre o imóvel que está vendo.
No momento da pesquisa é que você precisa chamar a atenção e isso pode ser com você investindo em anúncios em redes sociais, trabalhando com WhatsApp, oferecendo simuladores de financiamento online e até mesmo disponibilizar um tour virtual 360º para ele acessar de qualquer lugar e conhecer todos os detalhes do seu imóvel antes mesmo de decidir entrar em contato com você.
14. Transfira o domínio do imóvel
Você já tinha ouvido falar nessa expressão? Transferir o domínio nada mais é do que uma maneira de fazer com que o cliente passe a se enxergar como dono do imóvel, antes mesmo de fechar negócio. Para isso, é preciso que os seus colaboradores saibam como fazer para encantar o seu público. Uma boa estratégia é levá-lo a ter uma experiência agradável com o imóvel.
Um bom exemplo desse tipo de estratégia são os test-drives oferecidos pelas concessionárias de veículos. Após dar uma volta com o carro e sentir-se como se fosse seu proprietário, aproveitando todos os benefícios oferecidos no automóvel (ar-condicionado, computador de bordo, conforto etc.), as chances de o cliente assinar o contrato de compra são muito maiores.
Mas como transferir esse tipo de experiência para o segmento imobiliário? Sabemos, claro, da importância da presença do corretor no momento de mostrar o imóvel para o cliente. No entanto, sair de cena por alguns momentos pode dar a ele uma sensação semelhante à do test-drive.
É nessa hora que ele vai conseguir ficar à vontade para enxergar-se morando no local, planejando a disposição dos móveis ou sonhando com as crianças brincando no quintal. Isso é ainda mais importante se ele estiver em família, pois todos poderão conversar mais livremente sobre essa experiência.
15. Seu imóvel não é caro, mostre os motivos
Se o seu imóvel está bem localizado você já tem muitas cartas na manga. Use e abuse dessas vantagens para mostrar valor na negociação e não o preço. Lembre-se que a compra de um imóvel é um sonho para muitos, então foque nisso.
Reúna todas as vantagens do imóvel como qualidade dos materiais, durabilidade e conservação das paredes, pisos, áreas externas, história do local etc.
Reúna também todas as informações possíveis da vizinhança e dos benefícios e facilidades do bairro como escolas, padarias, academias etc.
Lembra-se: mostre o valor de estar naquele local e não o preço que se paga para estar ali.
16. Tenha um processo de vendas de bem estruturado
Abordagem
Essa é a principal etapa, pois aqui ocorre o primeiro contato com seu cliente então não se esqueça de encantar o cliente o conduzi-lo à uma reunião com você para que possa entender melhor suas necessidades e fidelizá-lo desde esse momento.
Importante manter todos os contatos do cliente organizados onde você terá fácil acesso quando precisar dessas informações.
Entrevista
Após abordar seu cliente chegou a hora da entrevista, caso o cliente queira conversar com você pessoalmente é uma ótima oportunidade, mas isso não impede que você realize essa etapa por telefone mesmo.
Nessa etapa é importante você entender tudo sobre as necessidades do cliente, onde ele gostaria de morar, quais as necessidades de espaço, se tem filhos, se é casado ou casada, o que não abre mão em uma imóvel e demais informações que o ajude a selecionar o melhor imóvel.
Demonstração
Com todas as informações documentadas é hora de apresentar as opções para o seu cliente. Nessa etapa, agilidade faz toda a diferença, o mais comum é você selecionar o tipo de imóvel que mais se adequa com o perfil do seu cliente e agendar visitas presenciais aos imóveis, porém isso pode levar várias semanas e custar muito dinheiro para você pois vai depender da sua agenda e também do seu cliente.
Por isso algumas imobiliárias estão modernizando essa etapa e trabalhando com passeios virtuais em 360º, assim o cliente pode receber no mesmo dia diversos links com os imóveis selecionados e acessar de qualquer lugar, seu cliente ganha agilidade e comodidade, pois não precisará ficar se deslocando ou alocando compromissos para visitar as opções dos imóveis disponíveis.
Com os links o seu cliente pode selecionar apenas os imóveis do qual ele mais gostou apenas para conhecer os detalhes, isso irá economizar muito o seu tempo e também dinheiro, uma vez que o número de visitas presenciais será reduzido e mais assertivo.
Objeções
Um Corretor de imóveis capacitado sabe que as objeções existem e saber como contornar é um trunfo. Por isso se prepare para todas as objeções do seu cliente, faça um check list das objeções mais comuns que você, durante sua carreira, já deve ter ouvido e treine respostas consistente. Isso ajuda na sua reputação e seu cliente ficará mais seguro.
Fechamento da venda
Eis que chega o melhor momento, a venda! Nesse momento é importante o cliente já estar fidelizado e muito seguro em sua escolha. Nunca deixe de ressaltar os benefícios do imóvel e que ele será muito feliz nele, pois está fazendo uma ótima escolha.
Nessa fase é importante que você tenha toda a documentação do imóvel em dia, que todas as informações estejam corretas e tudo esteja preparado para a assinatura do contrato, ninguém gosta de surpresas no último minuto não é mesmo?
17. Valorize seu trabalho
Todo cliente além de ser bem atendido, gosta de conversar com profissionais que sabem o que estão vendendo, bem apresentados, bons de conversa e negociação.
Para você vender mais imóveis uma dica bem legal para finalizar é você valorizar o seu trabalho! Você sabe o seu potencial? Mostre para seu cliente.
Se não puder dar desconto, mostre os motivos pelo qual não consegue, valorize o seu tempo, seu dinheiro, invista em acessórios e em formações complementares que deixarão seu cliente mais seguro e você com uma reputação de qualidade.
Uma das habilidades técnicas que podem te diferenciar e valorizar o seu trabalho como um todo é a sua capacidade de comunicação.
Habilidade técnica e interpessoal juntas com o domínio verbal, tom de voz e linguagem corporal, causam uma excelente impressão sua e também do seu trabalho.
Segundo a Universidade da Califórnia (UCLA) a importância de cada uma dessas habilidades se dividem em:
7% Habilidade verbal
38% Tom de voz
55% Linguagem corporal
Seguir essas dicas, ajudará você a entender melhor como ser um bom corretor de imóveis. Hoje em dia, a atividade vai muito além da demonstração dos produtos. É preciso ser um verdadeiro consultor do mercado para convencer os clientes de que a sua imobiliária tem a oferecer exatamente o que eles procuram. A aposta na tecnologia e no marketing tem sido fundamental para ajudar na melhor atuação dos profissionais dessa área.
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2019.07.18 19:18 altovaliriano O Clube das Senhoras Mortas

Link: https://bit.ly/2JFSJ6B
Autor: Lauren (autodescrita como "dona de pre-gameofthrones e asoiafuniversity")

“Senhoras morrem ao dar à luz. Ninguém canta canções sobre elas.”
O Clube das Senhoras Mortas é um termo que eu inventei por volta de 2012 para descrever o Panteão de personagens femininas subdesenvolvidas em ASOIAF a partir da geração anterior ao início da história.
É um termo que carrega críticas inerentes a ASOIAF, que esta postagem irá abordar, em um ensaio dividido em nove partes. A primeira, segunda e a terceira parte deste ensaio definem o termo em detalhes. As seções subsequentes examinam como essas mulheres foram descritas e por que este aspecto de ASOIAF merece críticas, explorando a permeabilidade da trope das mães mortas na ficção, o uso excessivo de violência sexual ao descrever estas mulheres e as diferenças da representação do sacrifício masculino versus o sacrifício feminino na narrativa de GRRM.
Para concluir, eu afirmo que a maneira como estas mulheres foram descritas mina a tese de GRRM, e ASOIAF – uma série que eu considero como sendo uma das maiores obras de fantasia moderna – fica mais pobre por causa disso.
*~*~*~*~
PARTE I: O QUE É O CLUBE DAS SENHORAS MORTAS [the Dead Ladies Club]?
Abaixo está uma lista das mulheres que eu pessoalmente incluo no Clube das Senhoras Mortas [ou simplesmente CSM]. Esta lista é flexível, mas é geralmente sobre quem as pessoas estão falando quando falam sobre o CSM [DLC, no original]:
  1. Lyanna Stark
  2. Elia Martell
  3. Ashara Dayne
  4. Rhaella Targaryen
  5. Joanna Lannister
  6. Cassana Estermont
  7. Tysha
  8. Lyarra Stark
  9. A Princesa Sem Nome de Dorne (mãe de Doran, Elia, e Oberyn)
  10. Mãe sem Nome de Brienne
  11. Minisa Whent-Tully
  12. Bethany Ryswell-Bolton
  13. EDIT – A Esposa do Moleiro - GRRM nunca deu nome a ela, porém ela foi estuprada por Roose Bolton e deu à luz a Ramsay
  14. Eu posso estar esquecendo alguém.
A maioria do CSM é composta de mães, mortas antes de a série começar. Deliberadamente, eu uso a palavra "panteão" quando estou descrevendo o CSM, porque, como os deuses da mitologia antiga, estas mulheres normalmente exercem grande influência ao longo da vida de nossos atuais POVs e sua deificação é em grande parte o problema. As mulheres do CSM tendem a ser fortemente romantizadas ou fortemente vilanizadas pelo texto; ou em um pedestal ou de joelhos, para parafrasear Margaret Attwood. As mulheres do CSM são descritas por GRRM como pouco mais do que fantasias masculinas e tropes batidos, definidas quase que exclusivamente por sua beleza e magnetismo (ou falta disso). Elas não têm qualquer voz própria. Muitas vezes elas sequer têm nome. Elas são frequentemente vítimas de violência sexual. Elas são apresentadas com pouca ou nenhuma escolha em suas histórias, algo que eu considero como sendo um lapso particularmente notório quando GRRM diz que são nossas escolhas que nos definem.
O espaço da narrativa que é dado a sua humanidade e sua interioridade (sua vida interior, seus pensamentos e sentimentos, à sua existência como indivíduos) é mínimo ou inexistente, que é uma grande vergonha em uma série que foi feita para celebrar a nossa humanidade comum. Como posso ter fé na tese de ASOIAF, que as vidas das pessoas "tem significado, não sua morte", quando GRRM criou um círculo de mulheres cujo principal, se não único propósito, era morrer?
Eu restringi o Clube das Senhoras Mortas às mulheres de até duas gerações atrás porque a Senhora em questão deve ter alguma conexão imediata com um personagem POV ou um personagem de segundo escalão. Essas mulheres tendem a ser de importância imediata para um personagem POV (mães, avós, etc.), ou no máximo elas estão a um personagem de distância de um personagem POV na história principal (AGOT - ADWD +).
Exemplo #1: Dany (POV) – > Rhaella Targaryen
Exemplo #2: Davos (POV) – > Stannis – > Cassana Estermont
*~*~*~*~
PARTE II: "E AGORA, DIGA O NOME DELA."
Lyanna Stark, "linda e voluntariosa, e morta antes do tempo". Sabemos pouco sobre Lyanna além de quantos homens a desejaram. Uma figura tipo Helena de Troia, um continente inteiro de homens lutou e morreu porque "Rhaegar amou sua Senhora Lyanna". Ele a amava o suficiente para trancá-la em uma torre, onde ela deu à luz e morreu. Mas quem era ela? Como ela se sentiu sobre qualquer um desses eventos? O que ela queria? Quais eram suas esperanças, seus sonhos? Sobre isto, GRRM permanece em silêncio.
Elia Martell, "gentil e inteligente, com um coração manso e uma sagacidade doce." Apresentada na narrativa como uma mãe e uma irmã morta, uma esposa deficiente que não poderia dar à luz a mais filhos, ela é definida unicamente por suas relações com vários homens, com nenhuma história própria além de seu estupro e assassinato.
Ashara Dayne, a donzela na torre, a mãe de uma filha natimorta, a bela suicida, não temos quaisquer detalhes de sua personalidade, somente que ela foi desejada por Barristan o Ousado e Brandon ou Ned Stark (ou talvez ambos).
Rhaella Targaryen, Rainha dos Sete Reinos por mais de 20 anos. Sabemos que Aerys abusou e estuprou para conceber Daenerys. Sabemos que ela sofreu muitos abortos. Mas o que sabemos sobre ela? O que ela achou do desejo de Aerys de fazer florescer os desertos dorneses? O que ela passou fazendo durante 20 anos quando não estava sendo abusada? Como ela se sentiu quando Aerys mudou a corte de Rochedo Casterly por quase um ano? Não temos respostas para qualquer uma dessas perguntas. Yandel escreveu todo um livro de história de ASOIAF fornecendo muitas informações sobre as personalidades e peculiaridades e medos e desejos de homens como Aerys e Tywin e Rhaegar, então eu conheço quem são esses homens de uma forma que não conheço as mulheres no cânone. Não acho que seja razoável que GRRM deixe a humanidade de Rhaella praticamente em branco quando ele teve todo O Mundo de Gelo e Fogo para detalhar sobre personagens anteriores a saga, e ele poderia facilmente ter escrito uma pequena nota lateral sobre a Rainha Rhaella. Temos uma porção de diários e cartas e coisas sobre os pensamentos e sentimentos de rainhas medievais do mundo real, então por que Yandel (e GRRM) não nos informaram um pouco mais sobre a última rainha Targaryen nos Sete Reinos? Por que nós não temos uma ilustração de Rhaella em TWOIAF?
Joanna Lannister, desejada por ambos um Rei e um Mão do Rei e feita sofrer por isso, ela morreu dando à luz Tyrion. Sabemos do "amor que havia entre" Tywin e Joanna, mas detalhes sobre ela são raros e distantes. Em relação a muitas destas mulheres, as escassas linhas no texto sobre elas deixam frequentemente o leitor a perguntar, "bem, o que exatamente isso que dizer?". O que exatamente significa que Lyanna fosse voluntariosa? O que exatamente significa que Rhaella fosse consciente de seu dever? Joanna não é exceção, com a provocativa (ainda que frustrantemente vaga) observação de GRRM de que Joanna "governava" Tywin em casa. Joanna é meramente um esboço grosseiro no texto, como um reflexo obscuro.
Cassana Estermont. Honestamente eu tentei recordar uma citação sobre Cassana e percebi que não houve qualquer uma. Ela é um amor afogado, a esposa morta, a mãe morta, e não sabemos de mais nada.
Tysha, uma adolescente que foi salva de estupradores, apenas para sofrer estupro coletivo por ordem de Tywin Lannister. O paradeiro dela tornou-se algo como um talismã para Tyrion em ADWD, como se encontrá-la fosse libertá-lo da longa e negra sombra de seu pai morto, mas fora a violência sexual que ela sofreu, não sabemos mais nada sobre essa garota humilde exceto que ela amava um menino considerado pela sociedade westerosi como indigno de ser amado.
Quanto a Lyarra, Minisa, Bethany e as demais, sabemos pouco mais que seus nomes, suas gravidezes e suas mortes, e de algumas não temos sequer nomes.
Eu por vezes incluo Lynesse Hightower e Alannys Greyjoy como membras honorárias, apesar de que, obviamente, elas não estejam mortas.
Eu disse acima que as mulheres do CSM ou são postas em um pedestal ou colocadas de joelhos. Lynesse Hightower se encaixa em ambos os casos: foi-nos apresentada por Jorah como uma história de amor saída direto das canções, e vilanizada como a mulher que deixou Jorah para ser uma concubina em Lys. Nas palavras de Jorah, ele odeia Lynesse, quase tanto quanto a ama. A história de Lynesse é definida por uma porção de tropes batidas; ela é a “Stunningly Beautiful” “Uptown Girl” / “Rich Bitch” “Distracted by the Luxury” até ela perceber que Jorah é “Unable to support a wife”. (Todos estes são explicados no tv tropes se você quiser ler mais.) Lynesse é basicamente uma encarnação da trope gold digger sem qualquer profundidade, sem qualquer subversão, sem aprofundar muito em Lynesse como pessoa. Mesmo que ela ainda esteja viva, mesmo que muitas pessoas ainda vivas conheçam-na e sejam capazes de nos dizer sobre ela como pessoa, elas não o fazem.
Alannys Greyjoy eu inclui pessoalmente no Clube das Senhoras Mortas porque sua personagem se resume a uma “Mother’s Madness” com pouco mais sobre ela, mesmo que, novamente, não esteja morta.
Quando eu incluo Lynesse e Alannys, cada região nos Sete Reinos de GRRM fica com pelo menos uma do CSM. Foi uma coisa que se sobressaiu para mim quando eu estava lendo pela primeira vez – quão distribuídas estão as mães mortas e mulheres descartadas de GRRM, não é só em uma Casa, está em todos os lugares da obra de GRRM.
E quando digo "em toda a obra do GRRM," eu quero dizer em todos os lugares. Mães mortas em segundo plano (normalmente no parto) antes de a história começar é um trope que GRRM usa ao longo de sua carreira, em Sonho Febril, Dreamsongs e Armageddon Rag e em seus roteiros para TV. Demonstra falta de imaginação e preguiça, para dizer o mínimo.
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PARTE III: QUEM NÃO SÃO ELAS?
Mulheres históricas e mortas há muito tempo, como Visenya Targaryen, não estão incluídas no Clube das Senhoras Mortas. Por que, você pergunta?
Se você for até o americano comum na rua, provavelmente será capaz de lhe dizer algo sobre a mãe, a avó, a tia ou alguma outra mulher em suas vidas que seja importante para eles, e você pode ter uma ideia sobre quem eram essas mulheres como pessoas. Mas o americano médio provavelmente não poderá contar muito sobre Martha Washington, que viveu séculos atrás. (Se você não é americano, substitua “Martha Washington” pelo nome da mãe de uma figura política importante que viveu há 300 anos. Sou americana, então este é o exemplo que estou usando. Além disso, eu já posso ouvir os nerds da história protestando - sente-se, você está nitidamente acima da média.).
Da mesma forma, o westerosi médio deve (misoginia à parte) geralmente ser capaz de lhe dizer algo sobre as mulheres importantes em suas vidas. Na história da vida de nosso mundo, reis, senhores e outros nobres compartilharam ou preservaram informações sobre suas esposas, mães, irmãs e outras mulheres, apesar de terem vivido em sociedades medievais extremamente misóginas.
Então, não estou falando “Ah, meus deus, uma mulher morreu, fiquem revoltados”. Não é isso.
Eu geralmente limito o CSM às mulheres que morreram recentemente na história westerosi e que tiveram suas humanidades negadas de uma maneira que seus contemporâneos do sexo masculino não tiveram.
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PARTE IV: POR QUE ISSO IMPORTA?
O Clube da Senhoras Mortas é formado por mulheres de até duas gerações passadas, sobre as quais devemos saber mais, mas não sabemos. Nós sabemos pouco mais além de que elas tiveram filhos e morreram. Eu não conheço essas mulheres, exceto através do fandom transformativo. Eu conheci muito sobre os personagens masculinos pré-série no texto, mas cânone não me dá quase nada sobre essas mulheres.
Para copiar de outra postagem minha sobre essa questão, é como se as Senhoras Mortas existissem na narrativa do GRRM apenas para serem abusadas, estupradas, parir e morrer para mais tarde terem seus semblantes imutáveis moldados em pedra e serem colocadas em pedestais para serem idealizadas. As mulheres do Clube das Senhoras Mortas não têm a mesma caracterização e evolução dos personagens masculinos pré-série.
Pense em Jaime, que, embora não seja um personagem pré-série, é um ótimo exemplo de como o GRRM pode usar a caracterização para brincar com seus leitores. Começamos vendo Jaime como um babaca que empurra crianças de janelas (e não me entenda mal, ele ainda é um babaca que empurra crianças para fora das janelas), mas ele também é muito mais do que isso. Nossa percepção como leitores muda e entendemos que Jaime é bastante complexo, multicamadas e cinza.
Quanto a personagens masculinos mortos pré-série, GRRM ainda consegue fazer coisas interessantes com suas histórias, e transmitir seus desejos, e brincar com as percepções dos leitores. Rhaegar é um excelente exemplo. Os leitores vão da versão de Robert da história, de que Rhaegar era um supervilão sádico, à ideia de que o que quer que tenha acontecido entre Rhaegar e Lyanna não foi tão simples como Robert acreditava, e alguns fãs progrediam ainda mais para essa ideia de que Rhaegar era fortemente motivado por profecias.
Mas nós não temos esse tipo de desenvolvimento de personagens com as Senhoras Mortas. Por exemplo, Elia existe na narrativa para ser estuprada e morrer, e para motivar os desejos de Doran por justiça e vingança, um símbolo da causa dornesa, um lembrete da narrativa de que são os inocentes que mais sofrem no jogo dos tronos. . Mas nós não sabemos quem ela era como pessoa. Nós não sabemos o que ela queria na vida, como ela se sentia, com o que ela sonhava.
Nós não temos caracterização do CSM, nós não temos mudanças na percepção, mal conseguimos qualquer coisa quando se trata dessas mulheres. GRRM não escreve personagens femininas pré-série da mesma maneira que ele escreve personagens masculinos pré-série. Essas mulheres não recebem espaço na narrativa da mesma forma que seus contemporâneos masculinos.
Pensa na Princesa Sem Nome de Dorne, mãe de Doran, Elia e Oberyn. Ela era a única governante feminina de um reino enquanto a geração Rebelião de Robert estava surgindo, e ela também é a única líder de uma grande Casa durante esse período cujo nome não temos.
O Norte? Governado por Rickard Stark. As Terras Fluviais? Governadas por Hoster Tully. As Ilhas de Ferro? Governadas por Quellon Greyjoy. O Vale? Governado por Jon Arryn. As Terras Ocidentais? Governadas por Tywin Lannister. As Terras da Tempestade? Steffon, e depois Robert Baratheon. A Campina? Mace Tyrell. Mas e Dorne? Apenas uma mulher sem nome, ops, quem diabos liga, quem liga, por se importar com um nome, quem precisa de um, não é como se nomes importassem em ASOIAF, né? *sarcasmo*
Não nos deram o nome dela nem em O Mundo de Gelo e Fogo, ainda que a Princesa Sem Nome tenha sido mencionada lá. E essa falta de um nome é muito limitante - é tão difícil discutir a política de um governante e avaliar suas decisões quando o governante nem sequer tem um nome.
Para falar mais sobre o anonimato das mulheres... Tysha não conseguiu um nome até o A Fúria dos Reis. Apesar de terem sido mencionadas nos apêndices do livro 1, nem Joanna nem Rhaella foram nomeadas dentro da história até o A Tormenta de Espadas. A mãe de Ned Stark não tinha um nome até surgir a árvore genealógica no apêndice da TWOIAF. E quando a Princesa Sem Nome de Dorne conseguirá um nome? Quando?
Quando penso nisso, não posso deixar de pensar nesta citação: "Ela odiava o anonimato das mulheres nas histórias, como se elas vivessem e morressem só para que os homens pudessem ter sacadas metafísicas." Muitas vezes essas mulheres existem para promover os personagens masculinos, de uma forma que não se aplica a homens como Rhaegar ou Aerys.
Eu não acho que GRRM esteja deixando de fora ou atrasando esses nomes de propósito. Eu não acho que GRRM está fazendo nada disso deliberadamente. O Clube das Mulheres Mortas, em minha opinião, é o resultado da indiferença, não de maldade.
Mas esses tipos de descuidos, como a princesa de Dorne, que não têm nome, são, em minha opinião, indicativos de uma tendência muito maior - GRRM recusa dar espaço a essas mulheres mortas na narrativa, ao mesmo tempo em que proporciona espaço significativo aos personagens masculinos mortos ou anteriores à série. Esta questão, em minha opinião, é importante para a teoria espacial feminista - ou as maneiras pelas quais as mulheres habitam ou ocupam o espaço (ou são impedidas de fazê-lo). Algumas acadêmicas feministas argumentam que mesmo os “lugares” ou “espaços” conceituais (como uma narrativa ou uma história) influenciam o poder político, a cultura e a experiência social das pessoas. Essa discussão provavelmente está além do escopo desta postagem, mas basicamente argumenta-se que as mulheres e meninas são socializadas para ocupar menos espaço do que os homens em seus arredores. Assim, quando o GRRM recusa o espaço narrativo para as mulheres pré-série de uma forma que ele não faz para os homens pré-série, sinto que ele está jogando a favor de tropes misóginas ao invés de subvertê-las.
*~*~*~*~
PARTE V: A MORTE DA MÃE
Dado que muitas dos CSM (embora não todas) eram mães, e que muitas morreram no parto, eu quero examinar este fenômeno com mais detalhes, e discutir o que significa para o Clube das Senhoras Mortas.
A cultura popular tende a priorizar a paternidade, marginalizando a maternidade. (Veja a longa história de mães mortas ou ausentes da Disney, storytelling que é meramente uma continuação de uma tradição de conto de fadas muito mais antiga da “aniquilação simbólica” da figura materna.) As plateias são socializadas para ver as mães como “dispensáveis”, enquanto pais são “insubstituíveis”:
Isto é alcançado não apenas removendo a mãe da narrativa e minando sua atividade materna, mas também mostrando obsessivamente sua morte, repetidas vezes. […] A morte da mãe é invocada repetidamente como uma necessidade romântica [...] assim parece ser um reflexo na cultura visual popular matar a mãe. [x]
Para mim, a existência do Clube das Senhoras Mortas está perpetuando a tendência de desvalorizar a maternidade, e ao contrário de tantas outras coisas sobre o ASOIAF, não é original, não é subversivo e não é boa escrita.
Pense em Lyarra Stark. Nas próprias palavras de GRRM, quando perguntado sobre quem era a mãe de Ned Stark e como ela morreu, ele nos diz laconicamente: “Senhora Stark. Ela morreu”. Não sabemos nada sobre Lyarra Stark, além de que ela se casou com seu primo Rickard, deu à luz quatro filhos e morreu durante ou após o nascimento de Benjen. É outro exemplo de indiferença casual e desconsideração do GRRM para com essas mulheres, e isso é muito decepcionante vindo de um autor que é, em diversos aspectos, tão incrível. Se GRRM pode imaginar um mundo tão rico e variado como Westeros, por que é tão comum que quando se trata de parentes femininos de seus personagens, tudo o que GRRM pode imaginar é que eles sofrem e morrem?
Agora, você pode estar dizendo, “morrer no parto é apenas algo que acontece com as mulheres, então qual é o grande problema?”. Claro, as mulheres morriam no parto na Idade Média em percentuais alarmantes. Suponhamos que a medicina westerosi se aproxime da medicina medieval - mesmo se fizermos essa suposição, a taxa em que essas mulheres estão morrendo no parto em Westeros é excessivamente alta em comparação com a verdadeira Idade Média, estatisticamente falando. Mas aqui vai a rasteira: a medicina de Westerosi não é medieval. A medicina de Westerosi é melhor do que a medicina medieval. Parafraseando meu amigo @alamutjones, Westeros tem uma medicina melhor do que a medieval, mas pior do que os resultados medievais quando se trata de mulheres. GRRM está colocando interferindo na balança aqui. E isso demonstra preguiça.
Morte no parto é, por definição, um óbito muito pertencente a um gênero. E é assim que GRRM define essas mulheres - elas deram à luz e elas morreram, e nada mais sobre elas é importante para ele. ("Senhora Stark. Ela morreu.") Claro, há algumas pequenas minúcias que podemos reunir sobre essas mulheres se apertarmos os olhos. Lyanna foi chamada de voluntariosa, e ela teve algum tipo de relacionamento com Rhaegar Targaryen que o júri ainda está na expectativa de conhecer, mas seu consentimento foi duvidoso na melhor das hipóteses. Joanna estava felizmente casada, e ela foi desejada por Aerys Targaryen, e ela pode ou não ter sido estuprada. Rhaella foi definitivamente estuprada para conceber Daenerys, que ela morreu dando à luz.
Por que essas mulheres têm um tratamento de gênero? Por que tantas mães morreram no parto em ASOIAF? Os pais não tendem a ter mortes motivadas por seu gênero em Westeros, então por que a causa da morte não é mais variada para as mulheres?
E por que tantas mulheres em ASOIAF são definidas por sua ausência, como buracos negros, como um espaço negativo na narrativa?
O mesmo não pode ser dito de tantos pais em ASOIAF. Considere Cersei, Jaime e Tyrion, mas cujo pai é uma figura divina em suas vidas, tanto antes como depois de sua morte. Mesmo morto, Tywin ainda governa a vida de seus filhos.
É a relação entre pai e filho (Randyll Tarly, Selwyn Tarth, Rickard Stark, Hoster Tully, etc.) que GRR dá tanto peso em relação ao relacionamento da mãe, com notáveis exceções encontradas em Catelyn Stark e Cersei Lannister. (Embora com Cersei, acho que poderia ser arguir que GRRM não está subvertendo nada - ele está jogando no lado negro da maternidade, e a ideia de que as mães prejudicam seus filhos com sua presença - que é basicamente o outro lado da trope da mãe morta - mas esta postagem já está com um tamanho absurdo e eu não vou entrar nisso aqui.)
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PARTE VI: O CSM E VIOLÊNCIA SEXUAL
Apesar de suas alegações de verossimilhança histórica, GRRM fez Westeros mais misógino do que a verdadeira Idade Média. Tendo em conta que detalhes sobre violência sexual são as principais informações que temos sobre o CSM, por que é necessária tanta violência sexual?
Eu discuto esta questão em profundidade na minha tag #rape culture in Westeros, mas acho que merece ser tocado aqui, pelo menos brevemente.
Garotas como Tysha são definidas pela violência sexual pela qual passaram. Sabemos sobre o estupro coletivo de Tysha no livro 1, mas sequer aprendemos seu nome até o livro 2. Muitas do CSM são vítimas de violência sexual, com pouca ou nenhuma atenção dada a como essa violência as afetou pessoalmente. Mais atenção é dada a como a violência sexual afetou os homens em suas vidas. Com cada novo assédio sexual que Joanna sofreu em razão de Aerys, sabemos que por meio de O Mundo de Gelo e Fogo que Tywin rachou um pouco mais, mas como Joanna se sentiu? Sabemos que Rhaella havia sido abusada a ponto de parecer que uma fera a atacara, e sabemos que Jaime se sentia extremamente conflituoso por causa de seus juramentos da Guarda Real, mas como Rhaella se sentia quando seu agressor era seu irmão-marido? Sabemos mais sobre o abuso que essas mulheres sofreram do que sobre as próprias mulheres. A narrativa objetifica, ao invés de humanizar, o CSM.
Por que os personagens messiânicos de GRRM têm que ser concebidos por meio de estupro? A figura materna sendo estuprada e sacrificada em prol do messias/herói é uma trope de fantasia velha e batida, e GRRM faz isso não uma vez, mas duas (ou possivelmente três) vezes. Sério, GRRM? Sério? GRRM não precisa depender de mães estupradas e mortas como parte de sua história trágica pré-fabricada. GRRM pode fazer melhor que isso, e ele deveria. (Mais debates na minha tag #gender in ASOIAF.)
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PARTE VII: SACRIFÍCIO MASCULINO, SACRIFÍCIO FEMININO E ESCOLHA
Agora, você pode estar se perguntando: "É normal que os personagens masculinos se sacrifiquem, então por que as mulheres não podem se sacrificar em prol do messias? O sacrifício feminino não é subversivo?”
Sacrifício masculino e sacrifício feminino muitas vezes não são os mesmos na cultura popular. Para resumir - os homens se sacrificam, enquanto as mulheres são sacrificadas.
As mulheres que morrem no parto para dar à luz o messias não são a mesma coisa que os personagens masculinos fazendo uma última grande investida com armas em punho para dar ao Herói Messiânico a chance de Fazer A Coisa. Os personagens masculinos que se vão com armas fumegantes em mãos escolhem esse destino; é o resultado final da sua caracterização fazer isso. Pense em Syrio Forel. Ele escolhe se sacrificar para salvar um dos nossos protagonistas.
Mas mulheres como Lyanna, Rhaella e Joanna não tiveram uma escolha, não tiveram nenhum grande momento de vitória existencial que fosse a ápice de seus personagens; eles apenas morreram. Elas sangraram, elas adoeceram, elas foram assassinados - elas-apenas-morreram. Não havia grande escolha para se sacrificar em favor de salvar o mundo, não havia opção de recusar o sacrifício, não havia escolha alguma.
E isso é fundamental. É isso que está no coração de todas as histórias do GRRM: escolha. Como eu disse aqui,
“Escolha […]. Esta é a diferença entre bem e mal, você sabe disso. Agora parece que sou eu que tenho que fazer uma escolha” (Sonho Febril). Nas palavras do próprio GRRM, “Isso é algo que se vê bem em meus livros: Eu acredito em grandes personagens. Todos nós somente capazes de fazer grandes coisas, e de fazer coisas ruins. Nós temos os anjos e os demônios dentro de nós, e nossas vidas são uma sucessão de escolhas.” São as escolhas que machucam, as escolhas em que o bom e o mal são sopesados – essas são as escolhas em que “o coração humano [está] em conflito consigo mesmo”, o que GRRM considera “a única coisa que vale a pena escrever sobre”.
Homens como Aerys, Rhaegar e Tywin fazem escolhas em ASOIAF; mulheres como Rhaella não têm nenhuma escolha na narrativa.
GRRM acha que não vale a pena escrever sobre as histórias do Clube das Senhoras Mortas? Não houve nenhum momento na mente do GRRM em que Rhaella, Elia ou Ashara se sentiram em conflito em seus corações, em nenhum momento eles sentiram suas lealdades divididas? Como Lynesse se sentiu escolhendo concubinato? E sobre Tysha, que amou um garoto Lannister, mas sofreu estupro coletivo nas mãos da Casa Lannister? Como ela se sentiu?
Seria muito diferente se soubéssemos sobre as escolhas que Lyanna, Rhaella e Elia fizeram. (O Fandom frequentemente especula sobre se, por exemplo, Lyanna escolheu ir com Rhaegar, mas o texto permanece em silêncio sobre este assunto mesmo em A Dança dos Dragões. GRRM permanece em silêncio sobre as escolhas dessas mulheres.)
Seria diferente se o GRRM explorasse seus corações em conflito, mas não ficamos sabendo de nada sobre isso. Seria subversivo se essas mulheres escolhessem ativamente se sacrificar, mas não o fizeram.
Dany provavelmente está sendo criada como uma mulher que ativamente escolhe se sacrificar para salvar o mundo, e acho isso subversivo, um esforço valoroso e louvável da parte da GRRM lidar com essa dicotomia entre o sacrifício masculino e o sacrifício feminino. Mas eu não acho que isso compensa todas essas mulheres mortas sacrificadas no parto sem escolha.
*~*~*~*~
PARTE VIII: CONCLUSÕES
Espero que este post sirva como uma definição funcional do Clube das Senhoras Mortas, um termo que, pelo menos para mim, carrega muitas críticas ao modo como a GRRM lida com essas personagens femininas. O termo engloba a falta de voz dessas mulheres, o abuso excessivo e fortemente ligado ao gênero que sofreram e sua falta de caracterização e arbítrio.
GRRM chama seus personagens de seus filhos. Eu me sinto como essas mulheres mortas - as mães, as esposas, as irmãs - eu sinto como se essas mulheres fossem crianças natimortas de GRRM, sem nada a não ser um nome em uma certidão de nascimento, e muito potencial perdido, e um buraco onde já houve um coração na história de outra pessoa. Desde os meus primeiros dias no tumblr, eu queria dar voz a essas mulheres sem voz. Muitas vezes elas foram esquecidas, e eu não queria que elas fossem.
Porque se elas fossem esquecidas - se tudo o que havia para elas era morrer - como eu poderia acreditar em ASOIAF?
Como posso acreditar que “a vida dos homens tem significado, não sua morte” se GRRM criou este grupo de mulheres meramente para ser sacrificado? Sacrificado por profecia, ou pela dor de outra pessoa, ou simplesmente pela tragédia em tudo isso?
Como posso acreditar em todas as coisas que a ASOIAF representa? Eu sei que GRRM faz um ótimo trabalho com Sansa, Arya e Dany e todos os outros POVs femininos, e eu o admiro por isso.
Mas quando a ASOIAF pergunta, “o que é a vida de um garoto bastardo perante um reino?” Qual é o valor de uma vida, quando comparada a tanta coisa? E Davos responde, suavemente, “Tudo”… Quando ASOIAF diz que… quando a ASOIAF diz que uma vida vale tudo, como as pessoas podem me dizer que essas mulheres não importam?
Como posso acreditar em ASOIAF como uma celebração à humanidade, quando a GRRM desumaniza e objetifica essas mulheres?
O tratamento dessas mulheres enfraquece a tese central da ASOIAF, e não precisava ser assim. GRRM é melhor do que isso. Ele pode fazer melhor.
Eu quero estar errada sobre tudo isso. Eu quero que GRRM nos conte em Os Ventos do Inverno tudo sobre as escolhas de Lyanna, e eu quero aprender o nome da Princesa Sem Nome, e eu quero saber que três mulheres não foram estupradas para cumprir uma profecia da GRRM. Eu quero que GRRM sopre vida dentro delas, porque eu o considero o melhor escritor de fantasia vivo.
Mas eu não sei se ele fará isso. O melhor que posso dizer é eu quero acreditar.
[...]
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2019.05.15 05:46 anaveragelittleguy Um manual de RPG batuta e bacana

Manual de Guerra 3.0
Sejam bem-vindos jogadores, bípedes sedentos por aventuras nos mais diversos RPGs, grandes magos medievais, honrosos Samurais. Sejam bem-vindos ao que possivelmente possa ser um manual para RPG, porém, não se trata de um manual medieval, muito menos Cyberpunk, quanto menos Steampunk, estamos falando de Guerra Moderna, dias atuais, dentro da Terceira Guerra Mundial, combate ao terrorismo, tanto faz, se estamos dentro do contexto contemporâneo, esses assuntos podem ser retratados aqui, isso vai depender de vocês e do mestre.
Dentro deste manual vocês vão presenciar muitos (#) e eles servem para explicar quanto para dar dicas de como montar a ficha e até mesmo para o mestre montar a sua narrativa e o jogador o ajudar.
O mestre e o jogador utilizam do mesmo manual, assim, não é preciso que o mestre utilize de outro método para criar sua narrativa e os inimigos e bosses são totalmente feitos dentro deste manual.
Não é necessário conhecer outros tipos de RPGs para jogar este aqui, porém, eu fortemente aconselho que vocês leiam D&D 5.0 e Vampiro a Máscara, ambos vão servir de complemento para a construção do personagem e para a construção da narrativa.
Por enquanto é isso mesmo, fiquem a vontade para utilizar esse manual do jeito que vocês bem entederem, não me interessa o que vocês vão fazer e como vão fazer, eu quero apenas que a comunidade brasileira de RPG continue crescendo.
Este manual não é feito por um profissional e por conta disso haverá inúmeros erros dentro do mesmo.
Nacionalidades/ Classes/ Línguas/ Alfabeto Fonético/ HP/ NP/ NPT/ Codinomes/ Patentes/ Cargos/ Ranking
Nacionalidades- Britânico, Alemão, Austríaco, Suíço, Francês, Belga, Russo
Classes- Soldado, Espião, Cientista, Civil
Línguas-
Inglês
Alemão
Francês
Russo
Há três maneiras de determinar quantas línguas você pode falar:
1: com o valor de inteligência acima de (17)você pode escolher duas línguas
2: quando estiver montando sua ficha, role (1D20), com o resultado (15) você pode escolher uma língua e com o resultado (20) você pode escolher duas línguas
3: com a própria nacionalidade você já possui uma língua própria, porém, você pode conversar com o mestre da partida para você adicionar mais uma língua de escolha

sim, há quatro línguas, porém, nada os impede de usar outros tipos de línguas, fale com seu mestre caso queiram mais línguas

Alfabeto Fonético-
A- Alpha L- Lima W- Whiskey
B- Bravo M- Mike X- X-ray
C- Charlie N- November Y- Yankee
D- Delta O- Oscar Z- Zulu
E- Echo P- Papa
F- Foxtrot Q- Quebec
G- Golf R- Romeo
H- Hotel S- Sierra
I- India T- Tango
J- Juliet U- Uniform
K- Kilo V- Victor
Alfabeto Fonético Alternativo-
A- Apex L- Leader W- Wallace
B- Boomer M- Mace X- Xenon
C- Chaos N- Nomad Y- Yttrium
D- Dagger O- Oxygen Z- Zinc
E- Echo P- Potassium
F- Fallout Q- Qatar
G- Ghost R- Razor
H- Helix S- Storm
I- Ivory T- Taunt
J- Judge U- Unit
K- Kilo V- Vector

aah D-1 seu cafajeste, salafrário e bunda mole, qual é a diferença entre ambos? Nenhuma, ambos são idênticos, eu apenas os coloquei por ter mais uma opção de alfabeto fonético além do convencional.

os jogadores junto ao mestre podem escolher livremente qual é mais útil para ser utilizado, nada os impede de mudarem, pois os mesmos podem ser mudados durante a campanha.

HP-
Soldado: 56
Espião: 46
Cientista: 40
Civil: 36
Nível de Proteção de cada Classe-
Soldado: 7
Espião: 5
Cientista: 4
Civil: 3
Nível de Proteção dos Trajes-
Proteções e Trajes de Combate:
Proteção Sinclair DB9: 7 (soldado)
Traje Denovhan KGB: 4 (soldado)
Traje Selecter S89: 6 (soldado)
Proteção Octopus ZK3: 7 (soldado)
Proteção CS-3: 6 (soldado)
Traje SEVA: 6 (soldado)
Proteção ISG Heavy: 8 (soldado)
Colete Dovarin DPSD: 6 (espião)
Colete Tarvis KGB: 6 (espião)
Traje Leonin MI6: 7 (espião)
Colete Bridian MI5: 6 (espião)
Traje SEVA S.T.A.L.K.E.R: 4 (espião)
Proteção Berill V2: 5 (espião)
Trajes científicos e Roupas de Civis:
Jaleco Branco: 4 (cientista)
Jaleco Negro: 3 (cientista)
Traje Químico: 3 (cientista)
Traje Goulart V2: 5 (cientista)
Traje SEVA Monolith: 5 (cientista)
Traje HEV-33: 7 (cientista)
Traje SEVA Neorus: 6 (cientista)
Roupas de Operário: 3 (civil)
Roupas Comuns: 4 (civil)
Roupas Imundas: 2 (civil)
Traje de Operário: 3 (civil)
Jaqueta de Couro: 3 (civil)
Roupas Ensanguentada: 2 (civil)
Traje Psiquiátrico: 3 (civil)
Codinomes-
Soldado: Alpha, Bravo, Charlie, Nomad, Prophet, Guardian, Project, Tosh, Slash, Roses, Clapton, Berry, Morello, Cobain, Vader, Golden, Eagle, Murk, Skull, Wolfhound, Scarecrow, Bruj, Gangr.
Espião: Goldeneye, Orion, Manhattan, Bond, Slogin, Rlogin, Mesg, Gzip, Umask, Sort, Sync, Crypt, Taskkill, Ipconfig, Hendrix, Darth, Crow, Marked One, Bull, Bond, Malkav.
Cientista: Janus, Kato, O´Hare, Nashville, Win 97, Vista, Mint, Ubuntu, Ozone, Chrono, Galileo, Wyvern, Magneto, Starr, Cavalera, Dexter, Skinflint, Ghost, Smartass, Nosfer, Torea.
Civil: Malmsteen, Osborne, Murray, Lee Hooker, Murdoc, Presley, Mercury, Manson, Wonder, Marley, Bowie, Lemmy, Powell, Paice, Nitro, Hammer, Fang, Father, Treme.

seja criativo, se possível crie seu próprio codinome de guerra, não é necessário conversar com o mestre da campanha para obter um codinome novo, deixe sua criatividade agir.

Patentes-
Soldado:
1 Recruta
2 Cabo
3 Sargento
4 Subtenente
5 Tenente
6 Capitão
7 Major
8 Comandante
9 Coronel
10 General
Espião:
1 Recruta
2 Cabo
3 Espada
4 Sargento
5 Tenente
6 Capitão
7 Comandante
8 Major
9 Brigadeiro
10 Coronel
Como determinar a sua Patente?-
Há duas formas de você determinar a sua patente:
1: Os Soldados determinam a sua Patente com 1D4 e os espiões determinam a sua Patente com 1D6.
2: Durante a Campanha a sua patente será determinada pelo Mestre, mas o player pode optar e conversar com o Mestre sobre a patente e negociar uma Patente maior ou de igual importância.
Cargos-
Cientista:
1 Assistente
2 Curandeiro
3 Clérigo
4 Curandeiro de Guerra
5 Paladino
6 Professor
7 Sacerdote
8 Líder de Pesquisa
9 Doutor
10 Neorus
Como determinar o seu Cargo?-
Há três maneiras de determinar o seu Cargo
1: Cientistas que não estão seguindo uma Build determinam seu Cargo a partir de 1D6, os que estão seguindo Build determinam o seu cargo a partir de 1D4.
2: Durante a Campanha o seu Cargo vai sendo determinado pelo mestre (semelhante ao Soldado), porem, serão os Players que vão negociar o cargo do Cientista.
3: Quanto mais pessoas o Cientista curar ou tratar os ferimentos o mesmo terá 1D10 para subir seu cargo, portanto, acima de 5 o Cientista sobe o cargo e abaixo de 5 se perde um Cargo.
Ranking Civil-
Civil:
1 Operário
2 Infeliz
3 Imundo
4 Esquecido
5 Andarilho
6 Guia
7 Solitário
8 Anônimo
9 G-man
10 Livre
Como determinar seu Ranking Civil?-
Há duas formas de determinar seu Ranking Civil:
1: Quanto mais dinheiro e ganancioso for o Civil, os Players vão determinar o Ranking.
2: O civil pode determinar seu Ranking se possuir Carisma, Lábia e Manipulação acima de 15, obtendo 1D8 para subir de Ranking, acima de 4 o Civil irá subir dois Rankings e Abaixo de 4 o Civil irá retornar para o Ranking de Operário.
Atributos/ Pontos de Distribuição-
Pontos para distribuir: 14, 13, 12, 10, 9, 9, 6
Dinheiro- 3D10
Atributos-
40-39 (+15)
38-37 (+14)
36-35 (+13)
34-33 (+12)
32-31 (+11)
30-29 (+10)
28-27 (+9)
26-25 (+8)
24-23 (+7)
22-21 (+6)
20-19 (+5)
18-17 (+4)
16-15 (+3)
14-13 (+2)
12-11 (+1)
10-9 (+/-0)
8-7 (-1)
6-5 (-2)
4-3 (-3)
2-1 (-4)
0-0 (-5)
O que Levar?/ Habilidades/ Conhecimentos/ Acessórios/ O que Vêm?/ Itens de Cura/ Kits Médicos
O que Levar?-
Soldado:
1 arma branca
1 pistola
1 S/S
(2-5) cartuchos para pistola
(3-10) cartuchos para S/S
2 Anexos
1 Explosivo Comum
1 Explosivo de Controle
0 Armadilhas Comuns
3 Armadilhas Explosivas
1 Item de Cura Comum
1 Item de Cura Avançado
1 Kit médio militar
2 Acessórios
2 Conhecimentos
1 Habilidade (de escolha)
Espião:
1 arma branca
1 pistola
0 S/S
(3-5) cartuchos para pistola
(0-5) cartuchos para S/S
1 Anexo
1 Explosivo Comum
2 Explosivos de Controle
3 Armadilhas Comuns
1 Armadilha Explosiva
1 Item de Cura Comum
0 Item de Cura Avançado
1 Kit médico Comum
2 Acessórios
2 Conhecimentos
2 Habilidades (de escolha)
Cientista
1 arma branca
0 pistola
0 S/S
(0-5) cartuchos para pistola
(0-10) cartuchos para S/S
0 Anexos
0 Explosivos Comuns
0 Explosivos de Controle
2 Armadilhas Comuns
0 Armadilhas Explosivas
2 Itens de Cura Comuns
2 Itens de Cura Avançados
2 Kits médicos Científicos
2 Acessórios
2 Conhecimentos
3 Habilidades (de escolha)
Civil:
1 arma branca
0 pistola
0 S/S
(0-5) cartuchos para pistola
(0-10) cartuchos para S/S
0 Anexos
0 Explosivos Comuns
0 Explosivos de Controle
3 Armadilhas Comuns
3 Armadilhas Explosivas
3 Itens de Cura Comuns
2 Itens de Cura Avançados
0 Kits médicos
2 Acessórios
2 Conhecimentos
2 Habilidades (de escolha)

caso o Player tenha acessórios que possua ganho de itens, esses itens serão adicionados, porém, tenha consciência do acessório que escolheu.

Habilidades/ Conhecimentos-
Sociais:
Negociar
Blefar
Intimidar
Ameaçar
Mentir
Liderar
Acalmar
Irritar
Medicina:
Cura Rápida
Cura Prolongada
Alquimia
Anatomia Mortal
Detecção de Fraquezas
Conhecimento de veneno
Contaminação
Combate:
Socos rápidos
Cortes rápidos
Corte mortal
Frenesi
Morte Silenciosa
Corte Preciso
Corte Mortal
Tiro Concentrado
Tiro Certeiro
CQB
Defensor
Inavsão:
Livre acesso
Decodificar computadores
Trojan
Malware
Spyware
Desbloqueador
Modificar computadores
Modificar Sistema

Caso não tenha entendido o que são os conhecimentos, eles são basicamente as habilidades que você mais usa e que você as mestra de forma que ela tenha mais bônus nas rolagens e durante toda a campanha e sim, cada habilidade que está escrita pode ser um conhecimento. Porém, para atingir o mesmo a habilidade tem que estar acima do nível (5) senão não pode ser considerado um conhecimento.

Acessórios-
Acessórios de sobrevivência:
Lanterna, Bússola, Mapa local, Cantil, Binóculos, Livro de línguas, Caixa Ferramentas, Decodificador, Rádio de mão, Kit de Sobrevivência Médica, Pendrive Trojan, Pendrive Malware, Pendrive Spyware, Celular, Kit de Guerra, Kit de Espionagem e Caixa de upgrade para Trajes.
O que vem em?-
Kit de Sobrevivência Médica
º 2 Remédios
º 2 Aspirinas
º 3 Kits médicos Comuns
º 2 Kits médicos Científicos
º 3 Rações Militares
º 2 Garrafas de Água Potável
º 4 Alimentos Consumíveis
Kit de Guerra:
º 4 Rações Militares
º 2 Aspirinas
º 3 Kits Médicos Militares
º 3 Cartuchos para Pistolas
º 3 Cartuchos para S/S
Kit de Espionagem:
º 2 Rações Militares
º 3 Seringas
º 3 Cartuchos para Pistolas
º 1 Armadilha
º 2 Acessórios de Escolha
Caixa de Ferramentas:
º Formão (1D2)
º Torques (1D6)
º Alicate Universal (1D8)
º Alicate de Crimpar (1D6)
º Alicate de Pressão (1D8)
º Alicate de Bico Fino (1D4)
º Alicate Meia Cana (1D2)
º Alicate de Bico Redondo (1D4)
º Alicate Torquesa (1D2)
º Alicate de Corte Diagonal (1D2)
º Alicate de Descascador de Fios (1D4)
º Chave de Fenda (1D2)
º Chave Phillips (1D4)
º Chave Pozidriv (1D6)
º Chave Torx (1D6)
º Chave Allen (1D4)
º Chave Robertson (1D4)
º Chave Tri Wing (1D4)
º Serra (1D4)
º Serrote (1D4)
º Serra de Arco (1D2)
º Multímetro
º Termômetro (1D2)
º Trena
Itens de Cura-
Itens de cura Comuns:
Água Potável (recupera [+3] HP) (3 usos)
Água com gás (recupera [+4] HP) (2 usos)
Alimento Questionável (recupera [+5] HP) (2 usos)
Alimento Consumível (recupera [+4] HP) (2 usos)
Alimento Congelado (recupera [+2] HP) (5 usos)
Ração Científica (recupera [+5] HP) (4 usos)
Ração Militar (recupera [+6) HP) (3 usos)
Kits médicos:
Kit médico comum (recupera [+10] HP) (2 usos)
Kit médico militar (recupera [+15] HP) (ganho de frenesi por 1 turno, ganhando [+2] de dano para armas brancas) (2 usos)
Kit médico científico (recupera [+20] HP) (retira status negativos) (1 uso)
Itens de cura avançados:
Remédios (recupera [+2] HP) (use com moderação) (3 usos)
Pílulas (recupera [+1] HP) (após tomar mais de [4] pílulas os efeitos de recuperação serão revertidos em dano) (10 usos)
Aspirina (não recupera HP) (ganho de frenesi por 2 turnos, ganhando [+3] de dano com armas brancas e perdendo [-5] HP em cada turno) (2 usos)
Seringa (recupera [+4] HP) (ganho de [+1] HP para cada disparo acertado)
Seringa questionável (recupera [+3] HP) (armas brancas ganham dano venenoso com dano base [+3] por três turnos)
Explosivos/ Armadilhas Comuns e Explosivas/ Trajes/ Armas/ Anexos
Explosivos-
Explosivos comuns:
TNT (10 dano)
Granada de mão (8 dano)
Granada adesiva (7 dano)
Flashbang (1 dano) (perda de [-1] turno do inimigo)
Explosivos de Controle:
C4 (11 dano)
Claymore (10 dano)
Munição de Lançadores-
M203 Bulldog (3 dano)
GP-25 KGB (4 dano)
VH-2 Hawkeye (2 dano)
UBLG 40-A (3 dano)
AG46 VLV (5 dano)
GLX HB6 (4 dano)
20MM CIA (3 dano) (apenas o rifle Daewoo K11 pode utilizar este tipo de munição)
Armadilhas-
Armadilhas Comuns:
Tapete de Pregos (5 dano por turno)
Munição Falsa (0 dano) (o inimigo perderá a arma em que a munição fora colocada)
Kit Médico Mortal (morte após 2 turnos) (permitido o uso após o inimigo estiver com três terços do HP)
Alimento Contaminado (morte após 3 turnos)
Seringa Contaminada (morte após 5 turnos) (o player escolhe a doença em questão)
Armadilhas Explosivas:
Granada Conectada (15 dano)
C4 Conectada (15 dano)
Presente de Ozob (20 dano)
Linha de Fogo (10 dano) (queimaduras durante 4 turnos)
Trajes-
Soldado: Proteção Sinclair DB9 (vantagem: ganho de [+2] cartuchos para S/S) (desvantagem: não poderá carregar explosivos)
Traje Denovhan KGB (vantagem: Shotguns e Submetralhadoras causam [+3] de dano em chefes) (desvantagem: pistolas causam [-3] de dano)
Traje Selecter S89 (vantagem: ganho de [+1] explosivo de escolha) (desvantagem: os usos de explosivos caem para [1 uso])
Proteção Octopus ZK3 (vantagem: Rifles e Pistolas causam [+3] de dano) (desvantagem: perda de [-10] HP)
Traje SEVA (vantagem: Shotguns e Pistolas ganham [+2] em seu dano base) (desvantagem: Rifles e Submetralhadoras perdem [-2] de seu dano base)
Proteção ISG Heavy (vantagem: Rifles de Suporte ganham [+3] de dano) (desvantagem: os Rifles de Precisão perdem [-3] de seu dano base)
Proteção CS-3a (vantagem: Submetralhadoras e Rifles de Precisão ganham [+2] de dano base) (desvantagem: Shotguns e Rilfes de Suporte tem o dano base fixo em [3])
Espião: Colete Dovarin DPSD (vantagem: ganho de [+1] ponto de dano base para qualquer pistola) (desvantagem: o dano base de S/S irá diminuir em [-3])
Colete Tarvis KGB (vantagem: armas brancas causam dano químico com dano base [2]) (desvantagem: não é possível utilizar S/S)
Traje Leonin MI6 (vantagem: Submetralhadoras e Shotguns causam [+1] de dano) (desvantagem: Pistolas e Rifles causam [-3] de dano)
Traje Bridian MI5 (vantagem: o time e o portador ganham [+3] explosivos e [+2] cartuchos para pistola) (desvantagem: o time e o portador perdem a capacidade de carregar Rifles e Shotguns)
Traje SEVA S.T.A.L.K.E.R (vantagem: armas com [1] anexo ganham [+3] de dano) (desvantagem: se esconder e hackear ganham [+3] de dificuldade)
Proteção Berill V2 (vantagem: Submetralhadoras e Armas brancas ganham [+3] de dano e ganham uma rolagem extra) (desvantagem: a rolagem extra terá o resultado dividido por [2])
Cientista: Jaleco Branco (vantagem: todo tipo de item de cura ganhará [+2] pontos de restauro) (desvantagem: perda de [-3] no dano base de todas as armas)
Jaleco Negro (vantagem: ganho de [+10] em testes de invasão e medicina) (desvantagem: perda de [-5] em testes de combate e sociais)
Traje Químico (vantagem: dois kits médicos custam [-1] uso) (desvantagem: não é possível carregar explosivos e armadilhas)
Traje Goulart V2 (vantagem: armas brancas causam dano venenoso com dano base de [4]) (desvantagem: itens de cura perdem [-3] de restauração)
Traje SEVA Monolith (vantagem: total imunidade a qualquer tipo de produto químico) (desvantagem: perda de [-3] em proteção da classe)
Traje SEVA Neorus (vantagem: para cada crítico, os players recuperam [+3] do HP) (desvantagem: para cada erro nas rolagens o portador e o time perdem [-3] do HP)
Traje HEV SSP-33 (vantagem: para cada dano, se recupera [+8] do HP e [+4] do HP dos aliados) (desvantagem: produtos radioativos e químicos causam o dobro de dano, tanto no portador, tanto no time)
Civil: Roupas de Operário (vantagem: conhecimentos e habilidades ganham um nível a mais) (desvantagem: perda de [-4] da sua CA)
Roupas Comuns (vantagem: após derrotar um inimigo de forma silenciosa se recupera [+4] do HP) (desvantagem: para cada erro o time perderá [-4] do HP)
Roupas Imundas (vantagem: para cada boa ação será recompensado com [+10] dinheiros e [+1] item de cura de escolha) (desvantagem: para cada decisão sem organização se perderá [-10] HP)
Jaqueta de Couro (vantagem: se ganha [+5] pontos de EXP ) (desvantagem: todos os testes ganham [+5] de dificuldade)
Traje de Operário (vantagem: ganho de [+3] acessórios de escolha) (desvantagem: não é possível ter mais de [5] conhecimentos)
Roupas Ensanguentada (vantagem: a cada três turnos se recupera [+3] HP) (desvantagem: caso receba dano, se perde todo o HP recuperado)
Traje Psiquiátrico (vantagem: armas brancas recuperam [+3] do HP perdido a cada golpe critico) (desvantagem: para cada erro se perde [-3] do HP)

após o nível (3) o jogador tem a opção de aumentar em (1) ponto os valores do traje, aumentando no bônus da vantagem e a desvantagem.

Após o nível (3)

Não entendeu o Traje Psiquiátrico? vamos imaginar um roupão de moletom, mangas longas e atrelada a cintos.

Armas-
Armas brancas:
Soco Inglês (1D2)
Punhal (1D2)
Faca de Bolso (1D4)
Adaga (1D4)
Adaga das Sombras (1D4)
Canivete Borboleta (1D6)
Faca (1D4)
Karambit (2D6)
Cyclone (1D8)
Baioneta (1D10)
Cutelo (1D6)
Machadinha (1D4)
Machado de Lenhador (1D8)
Martelo (1D6)
Marreta (1D10)
Picareta (1D12)
Pá (1D4)
Pá de Guerra (1D8)
Pistolas:
M1911 (3 dano) (9 balas) (3D3)
M9 (2 dano) (10 balas) (1D10)
HK USP (4 dano) (12 balas) (2D6)
P2000 (2 dano) (10 balas) (1D10)
G18 (3 dano) (12 balas) (2D6)
SIG Sauer P226 C (3 dano) (18 balas) (3D6)
Steyr M9-A1 (4 dano) (8 balas) (1D8)
MP-445 (2 dano) (9 balas) (1D10)
Desert Eagle (4 dano) (8 balas) (2D4)
.38 (4 dano) (6 balas) (1D6)
.44 Magnum (5 dano) (6 balas) (1D6)
Colt Phyton Elite (4 dano) (6 balas) (1D6)
Rhino 60DS (3 dano) (6 balas) (1D6)
S&W M&P R8 (4 dano) (6 balas) (1D6)
Submetralhadoras:
MP5 (5 dano) (30 balas) (3D10)
MP5SD (4 dano) (30 balas) (3D10)
MP7 (5 dano) (22 balas) (4D8)
B&T-MP9 (5 dano) (20 balas) (2D10)
UMP .45 (5 dano) (30 balas) (3D10)
TMP (3 dano) (24 balas) (2D12)
PP2000 (4 dano) (22 balas) (4D8)
P90 (5 dano) (50 balas) (5D10)
CZ Scorpion EVO 3 (5 dano) (30 balas) (3D10)
Vector (4 dano) (24 balas) (3D8)
PDW-R (3 dano) (20 balas) (1D20)
AK-74U (4 dano) (30 balas) (3D10)
SIG MPX SBR (5 dano) (20 balas) (1D20)
Rifles:
AK-47 (4 dano) (30 balas) (3D10)
AKM (5 dano) (30 balas) (3D10)
AK-103 (4 dano) (32 balas) (2D12)
AN-94 (6 dano) (32 balas) (2D16)
AK-12 9 (5 dano) (32 balas) (2D16)
AK-74 (4 dano) (30 balas) (3D10)
AS-VAL (5 dano) (20 balas) (1D20)
OTS-14 Groza (5 dano) (20 balas) (1D20)
M4a1 (4 dano) (30 balas) (3D10)
M16a4 (3 dano) (30 balas) (3D10)
M16a2 (3 dano) (30 balas) (3D10)
AR160 (4 dano) (20 balas) (1D20)
AK 5C (6 dano) (40 balas) (2D20)
Scar-L (5 dano) (20 balas) (1D20)
Scar-H (5 dano) (20 balas) (2D10)
SIG SSG 55C (6 dano) (20 balas) (1D20)
SIG516 (7 dano) (5 dano) (24 balas) (2D12)
SAR-21 (6 dano) (36 balas) (3D6)
ODR-450 (5 dano) (30 dano) (3D10)
FAMAS (5 dano) (30 balas) (3D10)
CZ 805 (6 dano) (30 balas) (3D10)
Steyr AUG (6 dano) (30 balas) (3D10)
FN2000 (5 dano) (32 balas) (2D16)
FN FAL (4 dano) (20 balas) (1D20)
XM8 (5 dano) (32 balas) (2D16)
VH-2 (4 dano) (36 balas) (3D6)
Daewoo K2 (5 dano) (30 balas) (3D10)
Daewoo K11 (6 dano) (36 balas) (3D6)
IMI Tavor Tar-21 (7 dano) (30 balas) (3D10)
IMBEL IA2 (4 dano) (30 balas) (3D10)
IMI Galil (5 dano) (20 balas) (1D20)
HK G36 (6 dano) (30 balas) (3D10)
HK G36K (5 dano) (32 balas) (2D16)
HK G36C (7 dano) (30 balas) (3D10)
HK G38 (5 dano) (30 balas) (3D10)
FAD (4 dano) (22 balas) (4D8)
FA-3 (5 dano) (20 balas) (1D20)
ACR (4 dano) (30 balas) (3D10)
Type 97 (5 dano) (32 balas) (2D16)
SA80 (4 dano) (30 balas) (3D10)
AR2 (6 dano) (32 balas) (2D16)
Rifles de Suporte:
M249 (6 dano) (72 balas) (9D8)
FN M204B (7 dano) (84 balas) (7D6)
FN M249-E2 SAW (5 dano) (72 balas) (9D8)
PKM (8 dano) (100 balas) (1D100)
M60-E4 (7 dano) (100 balas) (1D100)
Type 88 (5 dano) (64 balas) (4D16)
HK MG4KE (6 dano) (100 balas) (1D100)
Rifles de Precisão:
AWP (7 dano) (10 balas) (1D10)
AWM (8 dano) (8 balas) (1D8)
AX308 (5 dano) (6 balas) (1D6)
M14 EBR (8 dano) (10 balas) (1D10)
M40A5 (6 dano) (6 balas) (1D6)
MK. 12 Mod 0 (5 dano) (20 balas) (1D20)
Steyr Scout (6 dano) (12 balas) (1D12)
Alpine TPG-1 (9 dano) (6 balas) (1D6)
Walther WA2000 (7 dano) (12 balas) (1D12)
SV-98 (5 dano) (8 balas) (1D8)
VSS (8 dano) (20 balas) (1D20)
HK PSG-1 (5 dano) (12 balas) (1D12)
M24 (6 dano) (6 balas) (1D6)
M200 (5 dano) (6 balas) (1D6)
SVU (8 dano) (10 balas) (1D10)
Dragunov (7 dano) (12 balas) (1D12)
Barret M82 (4 dano) (10 balas) (1D10)
Barret M95 AMR Bullpup (10 dano) (10 balas) (1D10)
SIG716 DMR (6 dano) (12 balas) (1D12)
AR2 .50 (9 dano) (8 balas) (1D8)
Shotguns:
Spas-12 (8 dano) (10 balas) (1D10)
Spas-15 (6 dano) (20 balas) (1D20)
USAS-12 (8 dano) (12 balas) (2D6)
AA-12 (6 dano) (20 balas) (2D10)
Striker (7 dano) (16 balas) (2D8)
TOZ-194 (5 dano) (8 balas) (1D8)
Jackhammer (6 dano) (20 balas) (1D20)
Saiga (5 dano) (16 balas) (2D8)
Kel-tec (6 dano) (8 balas) (2D4)
VEPR (8 dano) (16 balas) (2D8)
RMB-93 (6 dano) (8 balas) (2D4)
Benelli M4 (5 dano) (6 balas) (1D6)
Mossberg 590 (6 dano) (8 balas) (1D8)
MTs225 (7 dano) (6 balas) (1D6)
Remington 870 (6 dano) (6 balas)
Remington 870 Express Tatical (6 dano) (8 balas) (1D8)
Jail Breaker (7 dano) (12 balas) (1D12)
Cano Duplo (10 dano) (2 balas) (1D2)

Não está encontrando a ODR-450, o nome verdadeiro do rifle é ARFST, eu não corrigi o nome pois eu tenho uma grande dificuldade de falar o nome originale eu decidi deixar o nome ODR-450, caso também não entenda o motivo o Cano Duplo tenha o maior dano do Manual, o motivo é simples e eu posso resumir em uma palavra: DOOM.

Anexos para Armas-
Miras:
EOTech 553 (a dificuldade dada pelo mestre caem em [-5])
ELCAN Specter OS (ao mirar em partes vitais, se ganha [+3] nas rolagens do [D20])
Truglo Red Dot Sight (possível detectar inimigos sem o utilizar de rolagens)
Advanced Assault Scope (inimigos que estejam com a proteção abaixo de {13} se ganha [+2] de dano em partes vitais)
Trijicon ACOG (flashbangs não afetam o portador e ganho de [+3] na rolagem do [D20] para cada tentativa de evasão por flashbangs inimigas)
Hartman MH1 (identificação do sistema respiratório do inimigo com resultado [15] no D20)
MEPRO M21 (identificação do sistema circulatório do inimigo com resultado [18] no D20)
RAMBO SP-6 (Flashbangs causam [-4] de eficiência)
Miras Telescópicas:
Mid-Range Sniper Scope 4.5x (testes de detecção caem em [-3])
Short-Range Sniper Scope 4x (disparos críticos podem ser efetuados no próximo turno do jogador, porém com o dano sem o uso do modificador)
Fast Mid-Range Scope 5x (possível acertar inimigos através de fumaça, areia
Razor HD Gen II (possível identificar Armadilhas Explosivas sem fazer testes)
Schmidt & Bender V2 4.6x Scope (total identificação de rupturas em armaduras pesadas com o resultado [10] no D20)
Bushnell 4x Scope (Possível identificar Armadilhas Comuns sem fazer testes)

apenas em Rifles de Precisão

Silenciadores:
Shared Silencer (a arma do portador e do time ganham [+1] de dano)
Assault Silencer (habilidades e invasão em dois turnos o dano de sua arma de fogo aumenta em [+4])
Tatical Silencer (disparos comuns diminuem em [-1] o NPT do inimigo)
McMillan CS5 Silencer (disparos críticos diminuem [-2] o NP do inimigo)
Lançadores:
GP-25 (família AK) (granadas ganham dano flamejante com o dano base [+3])
40mm UBGL (família AK) (granadas causam o mesmo da Claymore)
HK AG36 (família HK) (aumento de [+4] no raio de explosão das granadas e aumento de [+2] no dano base das granadas e explosivos)
M203 (maioria das armas) (ganho da soma do dano base nas granadas)
GLX 160 (maioria das armas) (granadas causam dano venenoso com dano base [+2])
VH-2 Shared Granade Laucher (família das armas bullpup) (dano crítico com as granadas vão possuir a ação da Flashbang)

há várias armas que não são permitidos lançadores, no entanto, são permitidos outros tipos de anexos. Como por exemplo: Submetralhadoras, Shotguns, Rifles de Precisão, Rifles de Suporte e alguns modelos de Rifles que já tenham lançadores

limite de 1 anexo em sua arma de inicio, após possuir outra arma durante a campanha, se pode colocar 3 anexos nas armas

Lista de Armas que usam Lançadores-
Todas as AKs: GP-25, 40mm UBGL
Todos os Rifles HK: HK AG36
Maioria dos Rifles: M203
Maioria dos Rifles: GLX 160
Maioria dos Filmes Bullpup: VH-2
Lista dos rifles que usam GP-25/ 40mm UBGL:
Lista dos rifles que usam M203:
Lista dos rifles que usam GLX 160:
Lista dos rifles que usam HK AG36:
Lista dos rifles que usam VH-2:

como vocês podem perceber, alguns rifles ficaram fora da lista por conta do modelo e do design.

Upgrades-
Armas Brancas:
1- Ataques furtivos causam (+2) de dano
2- Espiões que utilizam essa arma ganham um ataque extra
3- Golpes críticos com essa arma ganham (+2) de dano
4- Ataques furtivos são considerados críticos como dano total sendo dividido em dois
5- Habilidades de ameaça ganham o dado da arma para ganho de resultado
6- Habilidades de negociação ganham o dado da arma para ganho de resultado
7- Ataques furtivos recuperam (+2) da vida do portador
8- Ataques críticos recuperam (+4) da vida do portador
9- Chefes perdem (-5) de seu dano total ao serem acertados duas vezes
10- Ataques brutais são considerados críticos sem alterações no dano total
11- Ataques brutais em chefes ganham (+3) de dano
12- Ao atacar partes livres sem a proteção do traje, se ganha (+2) de dano
13- Finalizações causam (+4) de dano
14- Golpes críticos, o modificador da picareta e das outras armas do portador passam a ser (x3)
15- Finalizações e golpes comuns causam (+2) de dano
16- Golpes críticos recuperam (+5) do HP do portador e do time
Upgrade para Armas de Fogo:
1- O primeiro disparo não irá contar (Preço: 100)
2- Possível disparar duas vezes, porém, irá gastar as duas balas (Preço: 120)
3- Disparos críticos não irão gastar o cartucho, nem as balas (Preço: 230)
4- Disparos críticos retiram (-3) do NP do inimigo (Preço: 240)
5- O bônus dos silenciadores aumentam em (+1) (Preço: 100)
6- Ganho de (+1) bala mesmo com o cartucho vazio (Preço: 110)
7- O bônus do silenciador aumenta em (+1) quando o portador estiver com um terço do HP (Preço: 130)
8- Ao disparar inúmeras balas as duas últimas ganham (+2) de dano (Preço: 220)
9- Disparos silenciosos causam (+2) de dano e recuperam (+1) de HP (Preço: 170)
10- Disparos conjuntos com o time não gastam as balas (Preço: 160)
11- Disparos silenciosos não precisam de testes (Preço: 190)
12- Durante batalhas contra chefes, seus disparos ganham (+2) de dano (Preço: 300)
13- Disparos críticos causam dano flamejante com dano base de (3) (Preço: 320)
14- Quando o portador estiver em frenesi, a arma ganhará (+2) de dano (Preço: 200)
15- Os bônus das miras holográficas aumentam em (+2) tanto para o portador e para o time (Preço: 340)
16- Disparos silenciosos retiram (-2) do NPT inimigo quando o mesmo estiver em frenesi (Preço: 350)
17- Quando está arma estiver com (5) balas restando, o dano base passa a ser (6 dano) (Preço: 380)
18- enquanto o portador estiver com a metade da vida a arma o dano da arma passará a ser (6 dano) (Preço: 310)
19- Disparos críticos retiram um ponto do NPT do inimigo para ser utilizado na soma de dano (Preço: 290)
20- O valor da sua patente será acrescentado ao dano da sua arma (Preço: 190)
21- Disparos críticos recuperam totalmente o HP (Preço: 500)
22- As cinco primeiras balas não são gastas (Preço: 190)
23- Disparos silenciosos causam (+2) de dano e recuperam (+1) de HP (Preço: 280)
24- As três primeiras balas ganham dano flamejante com dano base em (+3) (Preço: 100)
25- O multiplicador do dano passa a ser (×5) independente do inimigo (Preço: 900)
26- Ao ter o HP abaixo de 20 o portador irá recuperar (+2) do HP para cada bala gasta em todo tipo de inimigo (Preço: 150)
27- Disparos críticos causam (+6) de dano em inimigos com a proteção total em (18) (Preço: 290)
28- O multiplicador do crítico passa a ser (×4) quando o jogador estiver acima do nível (8) (Preço: 4200)
29- Quanto maior for a dificuldade maior será o dano da arma (Preço: 560)
30- Disparos críticos retiram todo NPT do inimigo junto com a metade do HP do mesmo (Preço 3000)

Não é obrigatório ter um upgrade para progredir com o personagem, do mesmo jeito que não é obrigatório ter um anexo, use se quiser e é possível retirar o anexo e o upgrade a qualquer hora, basta apenas falar com o mestre que não vai utilizar upgrade e anexo em sua arma.

Soma de Dano de Armas, Explosivos, Armadilhas e Dano Critico-

a única quantidade que será contada o tempo todo será as balas, de resto não é necessário somar tudo o tempo todo, pelo amor do senhor, NÃO FAÇAM A SOMA O TEMPO TODO BALA POR BALA.

Pistolas:
(5 dano): bala única + modificador de rapidez + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(4 dano): bala única + modificador de rapidez + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(3 dano): bala única + modificador de rapidez + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(2 dano): bala única + modificador de rapidez + bônus do traje (+ anexo + upgrade)=
Submetralhadoras:
(5 dano): bala única + modificador de rapidez + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(4 dano): bala única + modificador de rapidez + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(3 dano): bala única + modificador de rapidez + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
Rifles:
(7 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(6 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(5 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(4 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(3 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
Rifles de Suporte:
(8 dano): bala única + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(7 dano): bala única + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(6 dano): bala única + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(5 dano): bala única + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
Rifles de Precisão:
(10 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(9 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x

(8 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(7 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(6 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(5 dano): bala única + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
Shotguns:
(10 dano): bala única + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(9 dano): bala única + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(8 dano): bala única + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(7 dano): bala única + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(6 dano): bala única + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
(5 dano): bala única + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade)= x
Dano Critico-
Pistolas: Dano Base + modificador de rapidez (+ anexo + upgrade) x2
Submetralhadoras: Dano Base + modificador de rapidez (+ anexo + upgrade) x2
Rifles: Dano Base + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade) x2
Rifles de Suporte: Dano Base + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade) x2
Rifles de Precisão: Dano Base + modificador de precisão + bônus do traje (+ anexo + upgrade) x2
Shotguns: Dano Base + modificador de força + bônus do traje (+ anexo + upgrade) x2
Soma de dano para armas brancas-
Facas: Dado da Arma + Modificador de Rapidez
Martelos e Marretas: Dado da Arma + Modificador de Força
Picaretas e Pás: Dado da Arma + Modificador de Força
Punhos e Socos Inglês: Dado da arma + Modificador de Rapidez
Explosivos-
TNT: 1D20 + Dano Base + Modificador de Força
Granada: 1D20 + Dano Base
Granada Adesiva: 1D10 + Dano Base
Flash Bang: 1D20 + Dano Base
Explosivos de Controle-
C4: 1D20 + Dano Base
Claymore: 1D20 + Dano Base
Armadilhas-
Tapete de Pregos: 1D20 + Dano Base
Munição Falsa: 1D20 + Dano Base da arma inimiga
Kit Medico Falso: 1D20 + HP do inimigo
Alimento Contaminado: 1D20 + HP do inimigo
Seringa Contaminada: 1D20 + HP do inimigo
Armadilhas Explosivas:
Granada Conectada: 1D10 + Dano Base
C4 Conectada: 1D20 + Dano Base
Presente de Ozob: 1D20 + Dano Base
Linha de Fogo: 1D20 + Dano Base
Dano Crítico para Armadilhas e Explosivos-
Explosivos: 1D20 + Dano Base x3
Armadilhas: 1D20 + Dano Base x2

basicamente a soma será essa, o modificador será aplicado apenas uma vez não sendo necessário somar o modificador toda hora, mesma coisa com o bônus que só será somado uma vez.

Soma de Sociais-
Uso de Sociais: Lábia, Carisma e Manipulação.
Lábia: 1D20 + Modificador de Lábia
Carisma: 1D20 + Modificador de Carisma
Manipulação: 1D20 + Modificador de Manipulação
Mentir: 1D20 + Modificador de Carisma
Irritar: 1D20 + Modificador de Lábia
Acalmar: 1D20 + Modificador de Lábia
Negociar: 1D20 + Modificador de Carisma
Persuadir: 1D20 + Modificador de Carisma
Blefar: 1D20 + Modificador de Lábia
Intimidar: 1D20 + Modificador de Carisma
Liderar: 1D20 + Modificador de Manipulação
Ameaçar: 1D20 + Modificador de Lábia
Soma de Reparo-
Reparo Geral: 1D20 + Dado da Ferramenta
Veículos: 1D20 + Modificador de Força + Dado da Ferramenta
Maquinário Pesado: 1D20 + Modificador de Força + Dado da Ferramenta
Computadores: 1D20 + Modificador de Inteligência + Dado da Ferramenta
Componentes Eletricos e Eletrônicos: 1D20 + Modificador de Inteligência + Dado da Ferramenta
Armas de Fogo: 1D20 + Modificador de Inteligência + Dado da Ferramenta

O que reparo? pois é, reparo, por que não? Afinal ninguém gosta de usar coisas quebradas e eu sei que vão haver mestres que vão querer que os jogadores façam teste de reparo, então, tá aí.

Qual o motivo para utilizar o Modificador de Inteligência para reparar uma arma? você já viu alguem reparar um rifle com um pedaço de madeira e com pedras? (armas medievais não inclusas)

Soma de Invasão-
Hackear: 1D20 + Modificador de Inteligência
Invasão de Sistemas: 1D20 + Modificador de Inteligência
Destruição de Sistemas: 1D20 + Modificador de Inteligência
Extração de Informação: 1D20 + Modificador de Inteligência
Destruição Trojan: 1D20 + Modificador de Inteligência
Destruição Malware: 1D20 + Modificador de Inteligência
Extração Spyware: 1D20 + Modificador de Inteligência
Soma de Cura-
Kit Médico: 1D6 + Valor de Restauração
Kit Médico Militar: 1D10 + Valor de Restauração
Kit Médico Científico: 1D20 + Valor de Restauração

os itens de cura comuns e avançados, o jogador apenas usa, não é necessário somar nada

Tabela de Level UP!-
Nível 2: HP- 2D6 (minimo 4)/ Atributos- 1D6/ Ganho de Uma Habilidade
Nível 3: HP- 1D8 (minimo 3)/ Atributos- 2D4
Nivel 4: HP- 1D10 (minimo 4)/ Atributos- 1D8/ Ganho de Duas Habilidades
Nível 5: HP- 3D4 (minino 4)/ Atributos- 1D10
Nível 6: HP- 2D10 (minimo 5)/ Atributos- 2D6/ Ganho de Duas Habilidades
Nível 7: HP- 1D20 (minimo 4)/ Atributos- 4D4/ Ganho de Uma Habilidade
Nível 8: HP- 3D10 (minimo 5)/ Atributos- 3D6
Nível 9: HP- 2D20 (minimo 4)/ Atributos- 5D4
Nível 10: HP- 10D4 (minimo 4)/ Atributos- 2D20/ Ganho de Três Habilidades

A partir do Nível 10 os dados de vida, atributos e ganhos de habilidades são os mesmos

Tabela de Ganho de Acessórios-
Nível 2: Ganho de 1 Acessório
Nível 3: Ganho de 2 Acessórios
Nível 4: Ganho de 1 Acessório
Nível 5: Ganho de 3 Acessórios
Nível 6: Ganho de 2 Acessórios
Nível 7: Ganho de 1 Acessório
Nível 8: Ganho de 2 Acessórios
Nível 9: Ganho de 2 Acessórios
Nível 10: Ganho de 4 Acessórios

A partir do Nível 11, o jogador irá ganhar um último conhecimento limitando o número de conhecimentos em 19.

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